Motivos deste Blog
14/08/2009 por espanholdobrasil
Este blog nasce com o objetivo de juntar informação que permita ajudar a compreender o tortuoso e complexo processo de implantação da lei 11.161/05. Com o intuito de ser um lugar de encontro para todos aqueles professores, pesquisadores e estudantes preocupados com a qualidade do sistema educativo e com o papel que nele deverá cumprir o ensino de línguas estrangeiras, pretende também ser um espaço de reflexão, de debate e de ação, ao serviço da comunidade de profissionais do ensino da língua espanhola no Brasil. Este blog está aberto a todos e a todas, é uma assembléia aberta, um espaço horizontal de intervenção. Participe mandando as suas informações, opiniões, sugestões!
Publicado em Motivos do Blog | 14 Comentários
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Olá,
Sou repórter do jornal O Estado de S.Paulo e quero conversar com alguém da associação sobre esta questão. Por favor, entre em contato comigo no simone.iwasso@grupoestado.com.br ou (11) 3856-2886
Um abraço
Simone
Vale lembrar a idéia de Paulo Freire, quando diz “É pensando criticamente a prática de hoje ou de ontem que se pode melhorar a próxima prática.”
Grandes são os desafios que nós docentes temos enfretado e sabemos que a arte de ensinar uma língua estrangeira vai muito além de ensinar a fala, a cultura e suas tradições.
Estou á disposição e parabéns ela iniciativa da criação do blog.
um grande abraço
Márcia Deps
9277-8483
Obrigado pela força, Márcia. No momento, uma grande ajuda é assinar o abaixo-assinado e passar para que outras pessoas também saibam o que está acontecendo de espúrio entre o MEC e o IC.
Olá,
Fico muito feliz de ver cada vez mais pessoas engajadas em observar/analisar/pensar sobre certas práticas a respeito do espanhol (principalmente advindas de certas agências internacionais, como se configura o Instituto Cervantes). Digo que fico feliz porque há muitos anos verificava que a ingerência de órgãos como esse no Brasil não daria boa coisa, mas às vezes pensava que estava paranóica, porque sempre via com “cinco passos atrás” quando via diversas universidades organizando eventos e trazendo pessoas do IC para dar sua “contribuição”. Digo que minha reflexão é antiga, porque lá nos anos 2003-2004 escrevi uma dissertação de mestrado (http://biblioteca.ucpel.tche.br/tedesimplificado/tde_busca/arquivo.php?codArquivo=60) que interrogava certas questões que hoje estão explodindo. Claro que minha interrogação era bem tímida (me sentia sozinha, no interior de um estado-RS que nem uma associação forte de professores tem. Estado esse que ainda hoje não estabeleceu nenhuma política para a implantação séria de língua espanhola em sua rede, enfim…). O que quero dizer é que aquelas reflexões abandonadas no término do mestrado (porque no doutorado fiz outra coisa) estão ecoadas naquilo que leio na lista, nos blogs e em todas as manifestações indignadas que vejo sobre esse acordo infame. Talvez isso tudo nos ajude, como professores de espanhol no Brasil, a estabelecermos uma agenda coletiva de metas e ações sólidas para o ensino dessa língua daqui para frente, especialmente na escola pública e em nossas universidades.
Parabéns pelo blog, que está excelente!
Inicialmente parabenizo a inciativa de colocar essas discussões em um Blog e socializá-la em massa.
Um DELE é apenas um exame de proficiência da lingua espanhola. Ensinar requer estudos e práticas pedagógicas que somente a academia é capaz de oferecer.
Será que somente por ser um falante nativo e proficiente do portugues estou habilitado a ensinar esse idioma? Ensinar é somente isso?
Sou espanhol e professor de português em Espanha com 10 anos de experiência no ensino público. Gostaria de trabalhar no Brasil como professor durante aguns anos e por esta razão escrevo este comentário. Poderiam indicar-me que tenho de fazer para trabalhar numa instituição pública brasileira?
Muito obrigado pelo vosso blog.
Páginas no Facebook: “José María Durán Gómez” e “Departamento de Português (Português em Navalmoral)”
Escrevo desde a Galiza. Sei que o meu país está muito longe, mas nao por iso deixo de me interessar nos assuntos do Brasil. Tenho uma ligeira ideia de que o Instituto Cervantes, ponta de lanza do expansionismo linguístico espanhol, procura mediante as suas agências sentar como conviva -se poder ser, exclusivo- à suculenta mesa brasileira. Agora eu pergunto: ha algum acordo de reciprocidade no tema idiomático entre o Brasil e a Espanha? Será possíbel no futuro estudar brasileiro-português nas escolas e centros de ensino secundário espanhois? Nao sou contrário ao estudo de todas as línguas possíbeis, mas, quando uma língua se converte num objecto de troco, marcando um valor puramente económico à sua aprendizagem; quando a vice-presidente do governo espanhol fala sem rubor na cara dos representantes governamentais do Brasil dum famoso “portunhol” -ela sabe encobrir a onda de “panhispanismo” que a move-; quando certos agentes, arrebatados pela arrogância messiânica do colonialismo, intentan convencer as autoridades brasileiras de que o espanhol é no seu país “uma demanda social evidente” (Moreno Fernández, 2005), um começa a ver-lhe as manhas ao raposo. Eu nao compreendo esta sorte de delirio que tanto políticos como linguistas espanhois -amamentados aos velhos peitos de Isabel a Católica- padecem a respeito do grande país que é o Brasil. Pouco lhes interessa a cultura, a amplitude mental, os movementos humanistas, a história, as relaçoes em pé de igualdade entre pessoas e sociedades. “Pouco” é dizer “algo”. Nao pretendo passar por “amola-festas” (expressao galega), mas penso como muito necessário nao esquecermos o passado.
Outra coisa ha que nao compreendo: como é que no email aparece “espanholdobrasil”? A preposiçao “do” introduz uma relaçao de propriedade. É que o Brasil possui algum tipo de espanhol proprio? Alguma variedade de espanhol brasileiro?
Hola, que tal
Soy maestra de español, y a mi, me gustaria mucho enseñar la lengua espanhola en las escuelas de mi estado y mi ciudad, creo que es mas importante para los estudiantes que aprendan la lengua española do que el ingles, pues nuestros vecinos sulamericanos, todos hablan español.
Y lo que más duele es saber que nuestro país hermano, Brasil, estudie español de España y se deje “invadir” y”nuevamente colonizar” por lo que todos aqui en latinoamérica sabemos.
En Argentina estudiamos portugués de Brasil que es lo más lógico ,a nadie se le ocurriría estudiar portugués de portugal ya que no tenemos nada que ver.
De todos modos creo en la contracultura y deseo que los docentes brasileños tomen conciencia y que el pueblo brasileño deje de pensar que estudiar español de España sea ” chique” sino que inútil ya que los países de habla hispana, especiamente Argentina, no tenemos nada que ver con la “madre patria”, ya es historia vieja.
Hermanos brasileños los esperamos con los brazos abiertos en Buenos Aires y así como nosotros estudiamos vuestro portugués no se olviden que necesitamos compartir una mesa con el mismo idioma ,con un español que no tiene nada que ver con la corona española.
Besos y abrazos.
Carlos
Muito me estranhou esse titulo espanhol do Brasil. Aqui ja existe uma corrente falada (o portunhol) que nao se pode dizer que e espanhol. A introducao da lingua espanhola no curriculo das escolas deve ser encarada pelo MEC com mais responsabilidade, principalmente no que se refere ao material didatico que deve ser oferecido às escolas.
Sou professora de espanhol, fiz um concurso estadual, passei em 26º e estou aguardando ser chamada com esperança que esta lei seja cumprida.
Será que realmente vai acontecer???
Já estou perdendo as esperanças, neste país, as leis ficam mesmo só no papel.
Caros colegas,
Para seu conhecimento, cada vez mais percebo que estamos atrasados com relação às medidas adotadas no Brasil com relação à implantação do “Español”, principalmente na questão do famoso e desconhecido “Acordo”.
Enquanto se discute de maneira exagerada e demorada e não há ações eficazes, outras instituições quem tem pleno interesse no Acordo estão à frente no quesito; o que fazer para driblar as leis brasileiras.
Fonte: Jornal EL PAIS.
Los certificados de conocimiento del español se armonizan
La red SICELE aunará los criterios de calidad y formará a los profesores
ELISA SILIÓ – Madrid – 16/05/2010 EL PAÍS
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El español es ya la segunda lengua más hablada en el mundo, (328,5 millones de personas), por detrás del chino (1.212,5 millones) y por delante, por primera vez, del idioma vehicular internacional, el inglés (328 millones). Lo dicen los datos, actualizados el pasado octubre, proporcionados por la prestigiosa revista Ethnologue. Languages of the world. Sin embargo, los diplomas que certifican el conocimiento del español -idioma que estudian 14 millones de personas- no tiene el peso de los exámenes de Cambridge, el TOEFL o el Instituto Francés.
Conscientes de esta carencia, las autoridades hispanas han impulsado el Sistema Internacional de Certificación del Español como Lengua Extranjera (SICELE), una red de instituciones de enseñanza superior de países de habla hispana y del Instituto Cervantes (www.siecle.com). La intención es que ésta se comprometa a la armonización, la transparencia y la coherencia en el reconocimiento mutuo de las certificaciones. “Hasta ahora a un estadounidense que había obtenido el diploma en España (DELE) no le servía de nada si quería estudiar en Argentina”, cuenta Francisco Moreno, director académico del Cervantes y secretario ejecutivo del SICELE. Un marco con el que se pretende ganar en prestigio, calidad, globalidad, sinergias y proyección internacional.
El origen del proyecto, que toma los estándares de calidad de la Unión Europea, se remonta a 2004, cuando las autoridades educativas apoyaron en el III Congreso de la Lengua de Rosario (Argentina) crear un sistema común, que no una única certificación. “Las necesidades no son las mismas. En México, por ejemplo, están enfocadas a los estudiantes estadounidenses”, subraya Moreno. Su estrategia pasa por elaborar los exámenes, editar y verificar los materiales, formar a los examinadores y calificadores o analizar los resultados.
Mientras que en España apenas el 14% de los cursos se imparten en facultades, en Hispanoamérica los porcentajes son los contrarios. “Los universitarios giran en Chile en torno al 80%”, calcula Giovanni Parodi, director de Programas de Postgrado en Lingüística de la Universidad Católica de Valparaíso (Chile). “La enseñanza formal empezó hace 10 o 15 años. Unos 3.000 alumnos estudian en nuestras universidades cada año, un número que no para de crecer desde hace cinco años”, prosigue Parodi. “Nuestra seguridad ciudadana influye mucho. La mayoría son estadounidenses que vienen por un semestre y viven con una familia chilena”.
“Cada vez hay más alumnos y se necesitan más examinadores cualificados con nivel internacional”, remarca Moreno. Al DELE, el certificado de España, se presentan unas 50.000 personas al año y superan las pruebas un 80% bajo la atenta mirada de 500 examinadores. “Queremos que existan diplomas específicos para el sector sanitario, turístico y de negocios. Porque no necesita tener los mismos conocimientos alguien que trabaja en las emergencias de un hospital de Chicago que alguien que aprende por diversión”.
A pesar del terremoto, que obligó a suspender el V Congreso de la Lengua en Valparaíso, la reunión del SICELE se celebró y en ella se presentaron sus estatutos, que serán ratificados en la Asamblea de Rectores de Guadalajara (México) el próximo junio. Hay quien propone que el Cervantes se convierta en un organismo panhispánico, pero la idea no parece muy viable. O así lo aseguró en Valparaíso su directora, Carmen Caffarel: “Sería un proyecto que para nada lo descarto. Hay un inconveniente legal, porque el Instituto Cervantes es un organismo adscrito al Ministerio de Asuntos Exteriores español y es la representación de España en los puntos donde estamos”.
Jaime
Gostaria de obter informações sobre o Espanhol na Grade Curricular no Ensino Médio em 2012 no Estado de SP. Pois, onde leciono, muitos professores estão se levantando contra dizendo que não haverá professor suficiente para ministrar as aulas, será ofertado o espanhol como opcional,ou, estará mesmo na grade assim como o inglês.
Desde já obrigada!