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Espanhol do Brasil | Divulga também a tua página

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Das 69 escolas estaduais de Uberlândia, somente sete formaram turmas para a disciplina
Repórter

Estudantes do 1º ano do ensino médio em Uberlândia não demonstraram interesse por aprender espanhol. O ensino da língua é obrigatório nas escolas públicas desde o início deste ano e faz parte das diversas alterações curriculares feitas na Lei de Diretrizes e Bases (LDB) da educação, desde sua criação, em 1996. Mas, para os estudantes, a matrícula na disciplina é facultativa.

De acordo com a superintendente regional de Ensino, Joyce Magnini, das 69 escolas estaduais da cidade apenas sete conseguiram formar turmas. “Era preciso ter no mínimo 25 alunos por sala, e na maioria das escolas, o interesse foi baixo”, disse. Ela atribui o pequeno número de matrículas à falta de estímulo por parte das escolas. “Sabemos que há um problema devido às aulas serem extracurriculares, mas acredito que [as escolas] poderiam ter estimulado mais os alunos”, afirmou.

As aulas serão incluídas no currículo escolar gradativamente. Neste ano, as matrículas foram abertas para o 1º ano do ensino médio. Em 2011, terão acesso à disciplina alunos dos dois primeiros anos e, no ano seguinte, estudantes dos três anos poderão optar pelo ensino do idioma, que é oferecido fora do horário regular. O professor de inglês e espanhol Fabrício Rodrigues de Souza reforça a ideia de que este fator dificulta o preenchimento de turmas.

Na Escola Estadual Bueno Brandão, localizada no Centro da cidade, por exemplo, dos 370 alunos do ensino médio, 50 optaram por aprender a língua espanhola. “É muito pouco, mas esperamos que aumente no próximo ano. A expectativa é de que a disciplina seja incluída na grade regular porque o sexto horário não é atrativo”, disse o professor.

Em outra instituição da rede estadual, a Inácio Paes Leme, no bairro Martins, nenhuma turma foi formada neste ano para as aulas de espanhol. Segundo a supervisora pedagógica Maristela da Silva, será realizada uma pesquisa com os alunos visando à adoção da disciplina em 2011.

Estudante aproveita a chance

A oportunidade de aprender mais uma língua, ainda pouco aproveitada pela maioria dos jovens que cursam o ensino médio em Uberlândia, foi agarrada pelo estudante Antônio Pinheiro Pinto Junior, de 15 anos. Ele revela que sempre teve vontade de aprender uma terceira língua, já que estuda inglês. “É importante principalmente para quem pretende prestar vestibular, concurso ou seguir carreira acadêmica.”

Para quem mora fora da cidade é difícil ficar na escola após as aulas regulares. A estudante Bruna Pimenta Silva, também de 15 anos, mora em uma fazenda próxima ao município do Prata e disse que faria a disciplina se estivesse dentro do horário normal. “É difícil ficar um horário a mais. Se eu perder o ônibus, chego em casa só no fim da tarde”, disse.

Número de professores é suficiente

Diferentemente da situação registrada em outras cidades brasileiras, em Uberlândia não houve dificuldade para encontrar professores de espanhol, conforme afirmou a superintendente regional de ensino Joyce Magnini.

Segundo ela, 65 profissionais se inscreveram. “Tínhamos praticamente um professor para cada escola”, disse – número suficiente para atender à demanda, já que a periodicidade das aulas é duas vezes por semana.

No entanto, na Escola Padre Mário Forestan, parte dos alunos teve interesse pela língua, mas não foi possível abrir turma devido à falta de professor. “Colocamos quatro vezes no edital, mas ninguém se interessou”, disse a secretária Márcia de Deus Ferreira.

Línguas enriquecem currículo

O espanhol é a língua oficial de 20 países, além da Espanha, e está entre as quatro mais faladas do mundo. No Brasil, tornou-se ainda mais importante devido aos acordos firmados entre os países do Mercosul – Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai (Israel, que não faz parte da América do Sul e não tem o espanhol entre as línguas adotadas em seu território, também compõe o bloco).

No mercado de trabalho, embora a maior exigência ainda seja pela língua inglesa, o espanhol também é importante. Segundo a analista de talentos humanos Gizele Alves, para que o candidato a uma vaga de emprego conquiste oportunidades mais atrativas, o acúmulo de conhecimento é essencial. “Com o mundo globalizado quanto mais línguas a pessoa dominar, melhor é. Ela se destaca e consegue posições melhores nas empresas.”

Escolas adotam conteúdos complementares

Além da língua espanhola, as escolas públicas também devem oferecer aulas complementares de Cultura Afro sobre o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e Educação Sexual. Segundo a superintendente regional Joyce Magnini, a legislação é cumprida em todas as escolas da rede estadual e os temas são tratados em disciplinas como Ciências, História, Geografia e Língua Portuguesa. Na avaliação do responsável pela Diretoria de Assuntos Afro-raciais (Diafro), Carlos Silva, o ensino da cultura afro representa um avanço, mas deveria ser tratado em todas as disciplinas.

A rede municipal também cumpre as mudanças curriculares, conforme afirmou a assessora pedagógica da Secretaria Municipal de Educação, Ana Beatriz Caires de Oliveira. A diferença é que a disciplina de Filosofia é oferecida também para alunos do 1º ao 6º anos do ensino fundamental em duas escolas, a Boa Vista e Olga Del Fávero. “Estamos fazendo um experimento com esses alunos para implantar nas demais escolas”, disse.

Projeto de atenção especial atende 3 mil crianças

Beto Oliveira
Alunos da Escola Irene Monteiro, no bairro Morumbi, participam de diversas atividades

A necessidade de oferecer aos alunos atenção especial, devido ao histórico familiar e convívio social preocupantes, levou a rede municipal de ensino a desenvolver, em 2005, o projeto de Atenção Integral à Criança e ao Adolescente. A adoção é prevista em lei, mas, segundo a assessora pedagógica Ana Beatriz Caires de Oliveira, tornou-se obrigatória em algumas escolas.

O projeto atende 3 mil alunos com idade entre 6 e 12 anos e oferece oficinas de reforço, papel e brinquedo, bonecas, arte, violino, xadrez, dança e pintura no contra turno. Por meio da iniciativa, 30 crianças da Escola Municipal Irene Monteiro Jorge, no bairro Morumbi, na zona leste, participam das atividades.

Segundo a coordenadora do projeto na escola, Luciana Moreira dos Santos Rezende, os 30 alunos passam o dia todo na escola e outros 500 que vão para casa e retornam no segundo turno. “É uma forma de contribuir para o crescimento pessoal dessas crianças.”

A estudante Dieniffer Beatriz Maciel, de 9 anos, participa de todas as oficinas e fica em tempo integral na escola. “Antes eu estava muito mal na escola e agora só tiro nota azul. É melhor ficar aqui do que em casa”, afirmou.

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sábado, 1 de maio de 2010

Paulo Renato y sus hermanos de España – Relações de um projeto pedagógico

Qual razão para incentivar que os alunos de escolas públicas paulistas estudem a língua espanhola? Para que eles possam participar do esforço pela integração latino-americana, em especial a proporcionada pelo Mercosul.

Mas se o governo do PSDB é declaradamente contrário ao Mercosul, então eles não fazem nada para que a língua dos nossos hermanos seja estudada nas escolas estaduais, certo?

Errado. Para comprovar, o governo de São Paulo está comprando jornais para os alunos estudantes de espanhol. Qual jornal? Argentino, chileno, uruguaio, venezuelano ou paraguaio…? Diários desses países poderiam ajudar na prática da língua espanhola e, também, possibilitar que os estudantes conheçam a realidade dos vizinhos do nosso continente, não é?

Não, claro que não. O PSDB é contra o Mercosul e por isso não assinaria jornais desses países. Então o que fez o governo do PSDB de São Paulo, em especial a Secretaria da Educação? No dia 28/abril/2010 lançou em Diário Oficial a seguinte compra sob o número 15/00024/10/04:

Que bacana. Ou seja, o Sr. Paulo Renato Costa Souza aproveita a boa intenção de introduzir a língua espanhola para fazer mais um bom negócio, semelhante àqueles feitos com a Folha de SP, Estadão, Nova Escola, Fundação Roberto Marinho…

Mas por que o El País e não jornais dos participantes do Mercosul? Porque o PSDB, com seu contumaz elitismo, continua de costas para a América Latina e de olho na Europa e nos EUA. Não que o El País seja um tenebroso jornal, afinal reconheceu Lula e Dilma Rousseff como “Líderes de 2009“, mas qual é o sentido de comprar só ele – e com dispensa de licitação? Será que aí tem coisa?

Amigos y negocios de siempre

Pues veyamos. Lembremos que o El País pertence à Prisa, cuja qual é dona, também, do Grupo Santillana e como já mostramos aqui e no Cloaca News, o grande pensador Paulo Renato Costa Souza, Secretário da Educação do Governo Serra, é Conselheiro Consultivo da Fundação Santillana. Seu escritório, PRS Consultores, fica (ainda? não dá para saber, o site sumiu) no mesmo edifício/14º andar (Av. São Gabriel 201) e dava assessoria à Santillana (entre várias, como a Fundação Lemann, Positivo, Moderna, Gerdau). Assim como outro escritório (de seu filho), a Prismapar, que tem como clientes a própria Santillana, bem como outra editora da Prisa, a Moderna, que por sua vez tem a Avalia Assessoria Educacional, que fica no mesmo edifício/14º andar e é cliente da PRS Consultores (repare atentamente nesta foto institucional). Fato interessante, pesquisas indicam íntima relação do Sr. Paulo Renato e a Avalia, uma instituição especializada na avaliação de escolas e sistemas educacionais das redes particular e pública. Resultado da soma da experiência de instituições de renome como o Grupo Santillana, Fundação Carlos Chagas e a Paulo Renato Souza Consultores… Será que uma coisa teria a ver com a outra?

Acompanhando o incentivo do aprendizado do espanhol da Espanha através dos CEL’s e celebrando a chegada do El País nas salas de aula paulistas, a famosa Rede do Saber – também citada aqui, no espetacular caso arquivado das antenas parabólicas – abraçou o projeto “El País nas Escolas” (registrado em nome da Editora Moderna), sob a tutoria de Elena María Barcellós Morante, cujo vídeo altamente explicativo da teleconferência do dia 20/abril pode ser visto aqui.

Pelo DO ainda não se sabe o preço ou as quantidades a serem adquiridas. Mas pelas imagens sabe-se do plano de enviar 1 exemplar para cada 10 alunos. Também fica-se sabendo que há cadernos do aluno e do professor e que a primeira entrega dos materiais foi em 27 de abril, antes, portanto, da publicação do negócio no DO. Os exemplares deverão chegar às terças-feiras, até novembro/2010. Entretanto, aos 13:48 a primeira professora a falar na teleconferência, após os responsáveis discursarem as maravilhas do projeto, já entrega que não recebeu o caderno do professor; em seguida a justificativa da SEE. De acordo com o regulamento, os alunos deverão produzir um jornal, os melhores serão premiados. Estranhamente, não há qualquer referência sobre a tal premiação no site mencionado, também não há outras informações relevantes do tipo: quem já participou, quantos alunos, os trabalhos realizados, os resultados obtidos; não há qualquer forma de avaliação das metas, não aparece nenhum produto, não há interação. Que projeto é esse, afinal? Temos de nos contentar com o PDF das apostilas do aluno e do professor se quisermos tirar conclusões ínfimas.

Ao dar umas vistas nos valores das assinaturas praticados, juntar com uma estimativa de alunos/CEL’s, analisar os astros etc., concluímos que apostar entre 700 mil e um milhão de reais pode ser quanto a SEE vai gastar na façanha de ensinar espanhol para alunos utilizando jornal + técnicas jornalísticas + exemplares do periódico (+ algumas coisas que nem podemos supor). Pouco dinheiro? Já é um começo.
Vamos aguardar as atualizações em DO.

Outras relações em teia

Em SP esses centros de ensino de idiomas chamam-se CEL’s (Centros de Estudos de Línguas). E em Brasília? Chamam-se CILs (Centros Interescolares de Línguas).
O projeto El País nas Escolas é inédito? Não. Ele já foi inclusive feito no DF, exatos moldes, sendo que em 20/fevereiro/2010 noticiaram pela Secretaria de Educação que o recente vencedor foi o CIL de Sobradinho. Desejamos aos dois alunos vitoriosos boa viagem à Espanha. Aos outros 18 participantes que ficarão, nuestros saludos.

Trata-se, pois, de projeto/concurso pedagógico veterano para vender singelos exemplares do periódico às Secretarias de Educação. Que o diga a Diretora de Relações Institucionais da Santillana/Moderna, Mônica Messemberg Jabour Costa (hoje Messemberg Guimarães), responsável pelos contatos entre governos e prefeituras: sem sombra de dúvidas, sabe tudo do projeto. Ela já foi Secretária Adjunta de Previdência Complementar de novembro de 1997 a março de 1998, no lugar de Carla Grasso (esposa de Paulo Renato, que por sua vez saiu para trabalhar com o empresário Benjamin Steinbruch, na Valepar; atualmente é Diretora-executiva na Vale do Rio Doce). Depois a Sra. Mônica foi Secretária-executiva do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação – FNDE, quer dizer: braço direito de Paulo Renato enquanto ele esteve no poder em Brasília. Parece seguir no ritmo até hoje.

Em tempo¹: quer saber o que pensa o Sr. Paulo Renato Costa Souza sobre ensino de idiomas nas escolas públicas e quais seus enlevos quanto ao tema? Tenha paciência e assista mais esta película institucional cativante – é munição preciosa que não acaba mais.

Em tempo²: Se o El País está na Internet graciosamente, se as escolas possuem salas de informática montadas a preço de ouro com máquinas alugadas da CTIS (inclusive com laptops, de acordo com o edital do contrato), se há alunos monitorando as salas e tudo está em perfeita ordem…, por que fazer assinaturas do jornal? Será que os 92 CEL’s não estão equipados? Eles não funcionam dentro das escolas estaduais?

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Da Assessoria

O deputado Carlos Bezerra (PMDB-MT) entende que o governo federal deveria agir com mais rigor no sentido de que os estados cumpram a lei e implantem o ensino da língua espanhola no ensino médio, nas escolas públicas e privadas.

De 25 estados procurados pela reportagem de O Estado de S. Paulo no início deste ano, disse o deputado, apenas oito afirmaram já dispor da infraestrutura requerida para oferecer espanhol aos alunos do ensino médio: Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Distrito Federal. Porém, só no Rio haverá aulas para todo o ensino médio, enquanto os outros terão só em um dos anos.

Passado o prazo de cinco anos para ajustes e transição, a lei 11.161/05 começa a valer neste ano. “Lamentavelmente, no entanto,
constata-se o descumprimento da referida determinação”, observou Bezerra.

De acordo com o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), órgão ligado ao Ministério da Educação, 75% dos 25,7 mil colégios públicos e privados do País não estão em condições de cumprir a lei sancionada em 2005.

Nem mesmo o governo do Estado de São Paulo adotou as providências necessárias. Ainda não foi realizado concurso para contratar
professores para a área e também não foi elaborado o projeto pedagógico para a matéria, conforme Bezerra.

A lei federal concedeu prazo até este ano para a implementação da matéria em todo o País. O governo de São Paulo, por exemplo, entende que tem até agosto para dar cumprimento à lei. Mas, como assinala o autor da lei, deputado Átila Lira (PSB-PI): “O prazo é para terminar a implantação, não começar.”

“Devemos proporcionar aos nossos jovens estudantes o inquestionável benefício do conhecimento de um outro idioma, de importância crescente como o espanhol”, defendeu Bezerra. Segundo deputado Bezerra, o não cumprimento da lei pode acarretar ação judicial de improbidade administrativa.

“A propósito, não se pode perder de vista, em especial, o fato de o Brasil ter como vizinhos no continente países que falam esse idioma. Num plano ainda mais específico, importa considerar também as necessidades de comunicação e maior integração evidenciadas, por exemplo, em relação ao Mercosul”, justificou Bezerra.
O Documento. Cuiabá / Várzea Grande, 18/03/2010 – 13:09.
http://www.odocumento.com.br/noticia.php?id=326478

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Espanhol é obrigatório nas escolas do DF
Secretaria de Educação deixa implementação do espanhol para última hora
Ana Paula Ferreira de Amorim

A implementação do ensino obrigatório do espanhol no DF foi feita em fase única no início deste ano. De acordo com a subsecretária de Gestão Pedagógica e Inclusão Educacional da Secretaria de Estado de Educação do Distrito Federal, Leila Pavanelli, para suprir a demanda foram convocados 103 profissionais do cadastro reserva de concursos realizados para os Centros Interescolares de Línguas do DF. A Secretaria de Educação prevê concurso para contratação de mais professores do idioma. O edital está previsto para o fim de março. Com a Lei 11.161, sancionada pelo presidente Lula em 2005, o ensino da língua espanhola passou a ser de oferta obrigatória nas instituições de ensino básico do país. A implementação deveria ser feita de forma gradativa em até cinco anos. E o prazo termina em agosto deste ano. A Lei obriga apenas a oferta da disciplina, deixando a opção de cursá-la para o aluno. Porém, no DF ela é obrigatória. “Como foi implantada na parte diversificada do currículo, o aluno é obrigado a fazê-la”, afirma Leila Pavanelli. A orientação é que as três séries do ensino médio comecem com o básico e nos próximos anos avancem até chegar aos níveis básico no primeiro ano, intermediário no segundo e avançado no terceiro ano do ensino médio. A subsecretária disse ainda que, “não alterou a matriz curricular e sim o conhecimento adquirido”. Ou seja, não alterará o turno nem o tempo em que o aluno permanecerá na escola. E completa que para caber na matriz curricular a disciplina é oferecida com o mínimo obrigatório de uma hora aula. Leila Pavanelli comentou que em parte das escolas particulares, que também entram na obrigatoriedade prevista na Lei, a oferta está funcionando por meio de convênios com escolas de idiomas. Para o presidente da Associação dos Professores de Espanhol do DF – APEDF, Prof. Vanderlei Padilha Machado, a repercussão da Lei tem sido boa. “Houve boa movimentação da Secretaria de Educação aqui no DF”, afirmou Vanderlei Machado comparando a implementação em outros Estados. Porém, existem detalhes a serem trabalhados. “A forma como está sendo colocada não está clara. Não foram traçados objetivos, nem metas”, continua. O professor acha que a obrigatoriedade pode causar desestímulo nos alunos que ainda não despertaram a consciência da importância da comunicação em tal língua. E os docentes estão desnorteados ao enfrentarem turmas com grande número de alunos sem terem objetivos traçados. Apesar disso, acha que o saldo será positivo. E que é preciso fazer ajustes. Vanderlei Machado afirmou que em 2008 a APEDF entregou um documento à Secretaria de Educação informando as dificuldades encontradas ao implementar, em 2006, o ensino do idioma no Paranoá. E a sugestão de criar novos Centros Interescolares de Línguas como apoio ao ensino da língua na rede pública. Quanto à convocação dos profissionais de educação mencionada pela subsecretaria Leila Pavanelli, Vanderlei Machado disse que foram convocados apenas 52 docentes e que não tinha certeza se todos tinham tomado posse. Nas escolas particulares a inserção do espanhol vem sendo gradativa. Em muitas, é disciplina obrigatória tanto no ensino médio quanto no fundamental. Os alunos estão conscientes da importância do aprendizado do idioma. “Existe a questão do país no MERCOSUL e as oportunidades de emprego aumentam. Além da questão dos vestibulares e do PAS aqui da UnB, em que se pode escolher a língua que você tem mais facilidade”, afirma Sarah Almeida, 16, estudante do 2º ano do ensino médio. “Qualquer lugar que você vá no continente, você pode utilizar a língua”, completa a estudante Larissa Berber, 15, também do 2º ano. Ambas estudam espanhol desde a 5ª série. O diretor Ronaldo Mendes Yungh, do Centro Educacional Sigma, afirma que a disciplina foi inserida na grade curricular no ano seguinte ao da Lei. “Atualmente não é oferecido ao 3º ano do ensino médio porque, além de não caber na grade, os alunos já optaram pelo inglês no processo de avaliação seriada”, informa. Aos interessados, existem grupos de Estudo de Espanhol. Segundo o diretor, pretende-se inserir o idioma nesta série em breve. Para Ronaldo o ensino da língua espanhola é de extrema importância. “Existem muitas publicações em espanhol, principalmente quando estes alunos passam a cursar o ensino superior. Há sim uma preocupação com o vestibular, mas a maior preocupação é com a formação destes jovens e a inserção deles na sociedade e no mercado de trabalho”, finaliza o diretor.

Publicado em 11/03/2010

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Por Chico Cabral

Ocorrerá nesta quarta-feira (10/03) Audiência Pública com a Secretaria de Educação do Estado de São Paulo para discutir o processo de implementação e terceirização do ensino de Língua Espanhola no estado. Essa reunião é fruto de um processo de pressão e mobilização da APEESP (Associação de Professores de Espanhol do Estado de São Paulo) visando discutir de forma mais ampla a política com fortes traços privatistas que o governador José Serra pretende aplicar para cumprir a lei 11.161, que torna obrigatória a oferta de espanhol em todo país. A audiência será às 14h30 no auditório Teotônio Vilela, na ALESP.

Este ano acaba o prazo concedido por lei para que os estados implementem o ensino de espanhol em suas escolas. Em são Paulo a saída adotada é a da terceirização e da precarização o que acabou gerando diversos debates na comunidade acadêmica sobre o tema.No entanto, apesar da importância da questão, muito pouco tem se falado dela na grande mídia. Por isso, tentarei levantar aqui alguns aspectos do tema e da forma como o processo está se dando em nosso estado.

Breve Histórico

No dia 15 de agosto de 2005 foi aprovada e sancionada a lei 11.161 que torna obrigatória a oferta de língua espanhola no ensino médio de todo o País. A matéria, de matrícula facultativa por parte do alunos, deveria ser implementada no horário regular de aula, e seu oferecimento é obrigatório no ensino médio e facultativo para alunos de 5ª a 8ª série. O prazo de adequação dos estados, 5 anos, termina em agosto deste ano.

Essa lei é um importante passo na construção de uma integração latino-americana que não seja pautada unicamente por razões políticas, econômicas e pelas regras de livre comércio do MERCOSUL, possibilitando integração igualmente nos campos cultural e educacional. A lei também pode ser um momento importante de aproximação do Brasil com os demais países, visto que somos o único território Lusófono na região, o que sempre nos manteve um pouco afastados culturalmente.

Apesar de bem recebida, a lei causa certa desconfiança. Desde o primeiro momento sabe-se que é um plano bastante ousado, pois atualmente não há profissionais habilitados para a demanda, assim como no currículo escolar brasileiro a inserção de uma nova matéria numa grade cheia de complicações como é o caso brasileiro, não será tarefa fácil.

Outro grave fator de insegurança se dá pelo fato de que a implementação deverá ser levada a cabo pelos estados. O que significa manter quadro de expansão dispersa e heterogênea que tem marcado a inserção do ensino de espanhol no ensino médio brasileiro. O espanhol já era ensinado em algumas escolas por iniciativa própria (principalmente escolas do setor privado), e era obrigatório em alguns estados (como no Paraná, onde o espanhol é disciplina do ensino médio há algumas décadas), enquanto em outros lugares, mesmo depois de sancionada a lei, o processo parece caminhar de forma muito lenta.

São Paulo: o pior de todos, rumo às privatizações

Mesmo possuindo o maior número de licenciados no país e universidades públicas que são referência em pesquisas sobre o ensino de espanhol para brasileiros, o estado de São Paulo segue como o mais atrasado e desorganizado no cumprimento da lei. Apesar de estarmos no ano de limite da implementação, a Secretária de Educação não possui nem mesmo um currículo base para a oferta da disciplina, assim como não há qualquer sinal de um concurso de contratação de professores efetivos na área (este ano haverá concurso para todas as demais matérias da grade), apenas alguns concursos mal divulgados e esparsos que visam a contração de provisórios que certamente não suprirão a demanda.

O debate começou quando o governo, visando ampliar o número de profissionais capacitados para o ensino de língua espanhola, decidiu criar o projeto OYE, no ano 2007. Trata-se de um programa bastante próximo do ideário tucano de educação, aliando capital internacional e ensino a distância. O programa – que é realizado através de convênio entre: Banco Santander, instituto Cervantes e rede Universia utilizando-se de parte da estrutura de universidade públicas do estado – almejava capacitar professores de outras áreas para o ensino de língua espanhola em um curso completamente a distância com a carga horária de apenas 600horas. Um projeto estapafúrdio e irresponsável que colocaria na sala de aula um professor despreparado, que dificilmente tem o conhecimento sobre o tema tanto na parte “gramatical” como na “literária/artística”, impedindo o ensino de espanhol trazer o enriquecimento cultural e contribuir com o processo de integração da região.

Independente da polêmica sobre o ensino a distância, creio que o ensino de língua é o tipo do aprendizado que exige prática presencial e, além disso, com esta carga horária nem um curso presencial teria como garantir qualidade. Devido à irresponsabilidade do projetou iniciou-se um processo de mobilização nas universidades e entre os profissionais da área, que por um lado vetaram o projeto OYE como formação de professores, de forma que tornou-se apenas um curso para professores (por mais que ele possua um “estranho” módulo só sobre metodologia de ensino) sem status de licenciatura.

Quando questionada do por que optou pelo Instituto Cervantes, a secretária afirmava ser por conta de não existir nada na universidade. Como resposta a isso os professores de espanhol das universidades estaduais organizaram um projeto de formação e qualificação presencial de professores de espanhol a partir das pesquisas já desenvolvidas na área e….foram solenemente ignorados!

Um ano depois, o governo do estado aprova a Resolução SE – 76, de 7/11/2008, determinando que o inglês será a única língua curricular em todo o estado, conferindo ao espanhol um papel secundário e dificultando muito sua inserção de fato na grade. Não é estranho que Serra faça descaso da lei 11.161, que não compreenda sua verdadeira importância, afinal o PSDB em mais de uma década de poder nunca compreendeu o que de fato seria integração e identidade latino-americana, mais que isso sempre teve como projeto para região uma zona de livre comércio que seria nada mais que um embrião para a implementação da ALCA.

A atitude do governo de São Paulo em relação ao ensino de espanhol, só pode ser fruto de uma mente tosca, assim é uma pena que um homem com essa mentalidade seja candidato a presidente de nosso país. Será que ele não compreende a importância do bloco no contexto geopolítico mundial? Será que não sabe que agora brasileiros podem estudar e trabalhar em alguns países membros portando unicamente seu RG e ficha limpa de antecedentes criminais, o que coloca o ensino de espanhol como chave para um leque de novas possibilidades para nossa juventude? Não vê que o processo deve ser conduzido essencialmente pelos povos latino-americanos para que se crie não apenas um projeto de ensino de língua, mas de intercambio e integração cultural de fato?

No fim do ano passado Serra se superou! E aprovou a resolução SE – 83/ 2009, um projeto de lei que aprova a terceirização dos Cursos de Línguas (CELs), fazendo com que a privatização avance para educação e para dentro da sala de aula.

Eis que a lentidão que foi marca do processo nos últimos anos é substituída por uma agilidade impressionante. E mesmo estando ainda sem currículo base, já foi aberto o edital para o credenciamento dos interessados em menos de três meses depois da regulamentação. De acordo com o edital o estado pagará a cada empresa R$ 56,90 por mês por aluno matriculado. Considerando que cada turma pode ser de 20 alunos, mesmo que a empresa pague ao docente o dobro do valor mais alto de um professor do estado, levará um lucro de 70% sobre esse salário. Dinheiro público que vai para o ralo e poderia ser utilizado com melhorias da tão precária educação pública.

As consequências desse projeto são as piores. Os professores de espanhol perdem, pois não serão contratados pelo estado, sendo, assim, privados de direitos sociais – aposentadoria, direito de greve, estabilidade, direitos trabalhistas –, que possui qualquer outro professor da rede pública, ficando a mercê de institutos de idiomas que frequentemente desrespeitam leis trabalhistas e empregam por meio de contratos precários. Perde o povo, que não terá um ensino de qualidade, não possuirá um ensino de espanhol integrado às demais matérias, assim como não terá a garantia de contratação de professores feita de forma adequada (mediante concursos públicos) que garanta o preparo dos candidatos aceitos. Só ganha o setor privado, que mais uma vez poderá sangrar os cofres públicos, lucrando no oferecimento de um serviço que é de direito da população. Ganham também grupos internacionais espanhóis (como Santander e Instituto Cervantes) que facilmente poderão protagonizar o processo transformando uma iniciativa importante de integração regional em uma oportunidade de expandir sua influência cultural na região, de forma quase colonialista.

Pergunto-me que tipo de governo é esse que opta sempre pelo contrato precário, pela não garantia da dignidade dos trabalhadores da educação? Não falo apenas dos professores de espanhol, mas também dos mais de 40% de professores sob contratos temporários, que garantem o funcionamento do serviço de educação do estado sem direito a salário digno e estabilidade financeira, posto que têm um período máximo de anos consecutivos que podem lecionar. Que tipo de gestão é essa que sempre tem no professorado seu maior inimigo? Ou serão os professores o constante álibi para incompetência do PSDB?

O retrato do Tucanato

A implementação do ensino de espanhol no estado de São Paulo é o retrato vivo da gestão tucana e possui todas as marcas do governo de José Serra:

– Mal gerida: depois de 5 anos de aprovação da lei muito pouco foi feito, estamos atrasados em comparação com o resto do país e nem possuímos um currículo básico;

– Desrespeita os interesses do povo: não há qualquer esforço que vise garantir professores qualificados e com materiais adequados nas salas de aula o quanto antes, tudo vai no sentido contrário à formação de qualidade;

– comprometida com o capital internacional: preferiu como aliado Santander e Instituto Cervantes às universidades públicas do próprio estado, financiadas e administradas por ele;

– privatista: transforma bem público e direito social em mercadoria, entregando-os sempre para o capital privado sob o argumento de que é única forma se superar entraves na burocracia estatal (nunca é demais lembrar que em todos os estados onde o PSDB governa, a privatização é a marca mais forte de suas gestões, sendo os anos FHC paradigma desta concepção de governo);

-Apoiada pela grande imprensa: o tema não é noticiado em quase nenhum lugar e apesar de membros da APEESP terem chegado a dar entrevistas para a Folha … a matéria nunca saiu;

– Autoritária e antidemocrática: toma medidas sempre ignorando os profissionais da área, ou mesmo abrindo diálogo com a sociedade em geral, e se negou durante muitos meses a reunir-se com a APEESP.

Mas uma coisa eu garanto: esta quarta-feira (10/03), estes senhores, que fazem o que querem e como querem com o nosso estado, terão muito o que explicar.

Chico Cabral

Para saber mais:

http://www.apeesp.com.br/web/ – site da Associação de professores de espanhol do estado de são Paulo.

https://espanholdobrasil.wordpress.com/ – site com diversas notícias e textos sobre a implementação do ensino de espanhol no Brasil.

http://addendaetcorrigenda.blogia.com/2008/100201-situacion-actual-de-la-ensenanza-de-espanol-en-brasil.php – artigo da professores Neide González sobre a implementação do espanhol no Brasil

(ATUALIZADO)

Pequenas correções e alertas em relação ao texto, corretamente notadas por um leitor:

1. O debate de quarta-feira(10/03) será na Comissão de Educação da Assembléia Legislativa, não na Secretaria da Educação, embora se espere esta envie seus representantes.

2. Não há dados que permitam afirmar que não há suficientes professores de espanhol formados. Em São Paulo, sabe-se de que há número suficinete para as escolas do estado.Se há ou não interesse por parte destes profissionais em trabalhar na rede estadual é outro ponto a ser debatido.

http://universidadeparaquem.wordpress.com/2010/03/08/1503/

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Serra e seu colonialismo linguístico

Odair Rodrigues 

A lei federal 11.161/2005 prevê que a língua espanhola seja oferecida como parte do currículo do ensino médio a partir de 2011. A entrada do espanhol nas escolas brasileiras tem motivos culturais, históricos, geopolíticos e econômicos, uma vez que a maioria dos países da américa, particularmente os do mercosul, são de origem hispânica ou possuem um número considerável de hispânicos em seu território, caso dos EUA.

Segundo reportagem da Revista da Educação http://revistaeducacao.uol.com.br/textos.asp?codigo=12782 Rio Grande do Norte, Paraíba, Rio Grande do Sul, Paraná e Pernambuco, entre outros, já têm programa que visam preparar suas respectivas redes de ensino para a inclusão da língua espanhola na estrutura curricular.
O Estado do Paraná ainda oferece alemão, francês, italiano, japonês, ucraniano nos Centros de Língua Estrangeira Modernas – CELEM, de acordo com o interesse das comunidades. Há uma política de ampliação de ampliação dos CELEMs para permitir o acesso da comunidade ao ensino de língua estrangeira.

O governador José Serra, possível candidato à presidência da República pela aliança demo-tucana, é contra o pluralismo linguístico e prefere privilegiar, na rede estadual de ensino, apenas a língua inglesa. O decreto nº 54.758/09, publicado no Diário Oficial do Estado de 11 de setembro de 2009, afirma que que as línguas estrangeiras podem ser cursadas nos Centros de Estudos de Línguas, que também funcionam nas escolas públicas do Estado, porém não há acesso à comunidade, além de possuir apenas 77 escolas que disponibilizam o serviço para São Paulo.

Gustavo Leme Cezário Garcia presidente da Associação de Professores de Espanhol do Estado de São Paulo (APEESP), em artigo um artigo de novembro de 2009, afirma que “Agora, que a obrigatoriedade da oferta escolar da língua é iminente, José Serra apresenta um decreto que, ao invés de apontar para a qualidade na educação, aponta para sua precarização, através da terceirização das aulas e dos professores.”

Nem colonialismo, nem xenofobia

Serra opta claramente por uma política de colonialismo linguístico ao decidir que apenas a língua inglesa faça parte do currículo escolar do Estado paulista. O inglês deve continuar sendo ofertado, mas não com a exclusividade imposta pela política do “yes, my master” que o demo-tucanato e a ex-grande imprensa quer para o país. O edital do recente concurso para cerca de 10.000 professores da rede estadual paulista não prevê vagas para professores de espanhol, francês, japonês, etc, há vagas apenas a língua inglesa.

O pluralismo linguístico no ensino público é estratégico para qualquer país que deseja relações multilaterais no quadro internacional, sem depender de uma única fonte econômica, política e cultural para mediar suas relações.
A capacidade de compreender outros contextos culturais nos auxiliará a ver, por exemplo, como os frias, mesquitas, marinhos civitas e seus repetidores tratam preconceituosamente os povos de origem hispânica em suas mercadorias jornalísticas.
Além disso, com uma política que incentive o ensino diversificado de línguas estrangeiras na rede pública de educação, o povo brasileiro terá apossibilidade um contato maior com as realidades de outros povos, sem a mediação distorcida de uma elite anglocolonizada.

Espanhol, uma língua estratégica
A língua espanhola assume para nós brasileiros uma importância fundamental, ao contrário do divulgado pelos meios de comunicação privados que ou ridicularizam, ou a colocam como coisa de subdesenvovido.
Divergindo da elite “mieame-vice” da corte demo-tucana, estão os próprios estadunidenses : nenhum candidato à presidência dos EUA deixa de fazer campanha nas comunidades hispânicas e montam assessorias, falantes de espanhol, para conquistar um grande número eleitores. Isso não elimina o racismo da elite estadunidense, mas de qualquer forma há o reconhecimento da diversidade linguística em seu país e usam esse fator na política externa.

Para o Brasil, além da vantagem política e econômica, a língua espanhola será porta de acesso para outras muitas línguas faladas na américa hispânica, para as experiências sociais e históricas de nossos vizinhos, para a ciência e sabedoria desses povos.

A página da Associação de Professores de Espanhol do Estado de São Paulo – APEESP -http://www.apeesp.com.br/ – tem mais detalhes sobre o menosprezo do governo paulista em relação à lei que prevê a língua espanhola no currículo do ensino médio.

Esse menosprezopelo pelo ensino plural de línguas estrangeiras já sugere qual será a postura diplomática que Serra vai assumir caso seja presidente do Brasil; descalço e de joelhos, como fez a diplomacia festiva de FHC diante das gestões de Clinton e Bush Junior.

Por fim, o que é pouco falado, a ampliação do ensino de línguas estrangeiras na educação pública possibilita uma divulgação maior da língua portuguesa no exterior, como já vem acontecendo nos países do mercosul, afirmando assim uma política de mútuo respeito e soberania linguística, objetivo muito distante do que acena a administração demo-tucana de São Paulo.

http://www.vermelho.org.br/coluna.php?id_coluna_texto=2937&id_coluna=68

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