São Paulo, 6 de dezembro de 2011.
Ao Excelentíssimo Sr.
Herman Jacobus Cornelis Voorwald,
Secretário da Educação do Estado de São Paulo
Assunto: Proposta de Matriz Curricular – EM
A Associação dos Professores de Inglês do Estado de São Paulo (APLIESP) e a
Associação dos Professores de Espanhol do Estado de São Paulo (APEESP), por meio desta, solicitam informações sobre o status da recente proposta curricular para o Ensino Médio da escola regular, publicada pela Coordenadoria de Estudos e Normas Pedagógicas e esclarecimentos em relação de algumas questões
pontuais:
1. Levando em conta a proposta de distribuição equilibrada da carga horária entre as áreas do conhecimento, e a concentração por área no 3º ano, gostaríamos de ter informações precisas sobre como o aluno pode optar por um percurso com ênfase em Ciências Humanas e suas Tecnologias, Ciências da Natureza, Matemática e suas Tecnologias ou Linguagens, Códigos e suas Tecnologias.
2. Sobre a distribuição das aulas de Língua Inglesa e de Língua Espanhola, particularmente comparando as matrizes para o período diurno e o período noturno, gostaríamos de entender os critérios que determinaram o favorecimento ora para uma disciplina, ora para outra.
3. No que diz respeito sobre as condições necessárias para a implantação da Matriz,
a) Segundo o texto da proposta:
“Para Língua Espanhola, na ausência de professor habilitado, as aulas poderão ser atribuídas a candidatos que tenham proficiência comprovada na língua.”
<http://desul3.edunet.sp.gov.br/E_Assuntos%20do%20Site/matriz_curricular_para_o_ens_medio.pdf > | Página 15
Por que a proposta curricular prevê a contratação de profissionais para assumirem as aulas de Língua Espanhola, mesmo sem ter licenciatura, desde que tenham comprovada proficiência? O que se entende por “comprovada proficiência”? Quais são os motivos para fazer tal colocação numa proposta de Matriz Curricular (e apenas para uma disciplina)?
Gostaríamos de relembrar o que versa o artigo 62 da Lei 9394/96, que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional, o qual
reproduzimos abaixo:
Art. 62. A formação de docentes para atuar na educação básica far-se-á em nível superior, em curso de licenciatura, de graduação plena, em universidades e institutos superiores de educação, admitida, como formação mínima para o exercício do magistério na educação infantil e nas quatro primeiras séries do ensino fundamental, a oferecida em nível médio, na modalidade Normal.
b) Como estaria configurada a Educação à distância? Seria no âmbito da escola? Funcionaria no contra turno? Haveria salas específicas? Haveria tutoria nesses momentos? Quem faria a tutoria? Que ferramentas e serviços a escola teria de ter para oferecer tal complementação pedagógica às aulas presenciais?
Além dos pontos citados nesta carta, restam dúvidas e questionamentos outros, tendo em vista a pouca informação que circula a respeito.
Gostaríamos de reafirmar que o propósito desta não é uma defesa corporativista.
A presente é movida pelo compromisso das associações em participar ativamente junto às instituições e instâncias ligadas à Educação e pela preocupação com a educação pública de qualidade, pautada por um projeto educacional consistente, crítico, rico e eficiente.
No aguardo de uma pronta resposta, agradecemos antecipadamente e firmamos a presente.
Jaime Cará Junior Lorena Menón
Presidente da APLIESP Presidente da APEESP
Publicado em Carta a SEE, Denúncia, Matriz Curricular | Deixar um comentário »
Por Paulo Carrera
O Sinpro Pernambuco, através do seu departamento jurídico, irá denunciar o Instituto Cervantes Recife junto ao MTE, pedindo instauração de inquérito em razão da infração à legislação do trabalho (CLT) e à organização dos trabalhadores e seus sindicatos. Isso porque a instituição demitiu o professor Ivan Camilo Cedano e sua esposa, Rita Fabiana de Lacerda Jota, que também lecionava na instituição, sem observar as condições estabelecidas em Lei. Com efeito, o professor foi contratado para realizar toda proficiência pertinente a categoria de professor. No entanto, foi registrado como instrutor, sonegando os direitos adquiridos pela categoria, em retaliação a uma denúncia sobre irregularidades nas contratações trabalhistas feita pelo professor Ivan ao Ministério Público do Trabalho (MPT) em setembro deste ano.
O sindicato também irá denunciar a existência de conluio entre a instituição de ensino e o Sindicato dos Empregados em Entidades Culturais, Recreativas, de Assistência Social, de Orientação e Formação Profissional (SENALBA), os quais lesam os direitos dos professores ao serem qualificados como instrutores. Por fim, o Sinpro irá mover uma ação trabalhista para reparação de todos os direitos violados no curso do contrato de trabalho dos professores.
Mesmo orientando o docente a procurar o sindicato da categoria, sob a alegação de não poder intervir diretamente no caso, o MTE enviou uma notificação à instituição contendo o motivo para tal feito. Face à denúncia, o MTE constatou que, de fato, há irregularidade no registro dos docentes pela instituição. Como se não bastasse infligir a Convenção Coletiva de Trabalho (CCT), o instituto Cervantes ainda exerce função que diverge da que está cadastrado na receita federal (Curso de Idiomas), supostamente para justificar os registros dos profissionais feitos de forma equivocada.
De acordo com o professor Ivan, a instituição obriga os docentes a cumprirem carga horária excessiva, indo de encontro à cláusula qüinquagésima sexta da CCT onde consta: “Aos professores de Cursos de Educação Profissional, de Educação Musical, Educação Artística e Educação Religiosa e aos professores de Língua Estrangeira e de Educação Física, serão assegurados os mesmos direitos, salários e vantagens auferidos pelos professores das demais disciplinas”. O docente ainda menciona que até o crachá o credencia como professor.
http://www.sinpro-pe.org.br/base/2011/11/28/instituto-miguel-de-cervantes-desrespeita-clt/
Publicado em Denúncia, Sobre o IC | 2 Comentários »
Como anunciado no começo do ano, terá lugar em Niterói a segunda jornada do ciclo “Hispanismos. Limites Incertos”.
A diretoria da ABH promove esse ciclo, cuja primeira edição aconteceu em junho em São Paulo, com o propósito de interrogar os alcances e a heterogeneidade do que se representa ou denomina como “hispânico”. As jornadas são, também, uma tentativa de aproximar os estudos no campo das Letras das reflexões de outras áreas disciplinares.
Esta segunda Jornada será en Niterói-RJ, e nos honra termos como parceiros, desta vez, o Setor de Espanhol do Departamento de Letras Modernas do Instituto de Letras da Universidade Federal Fluminense, que sediará o evento, e o Núcleo de Estudos Galegos da mesma universidade. Agradecemos a disposição e o trabalho desses colegas, e iniciamos a difusão com os cartazes anexos, em português e em espanhol, que em poucos dias estarão no nosso site.
Embora a participação na Jornada seja gratuita, pedimos aos interessados em assistir que se inscrevam no mail indicado no cartaz, abhispanistas@gmail.com, para termos uma idéia da quantidade possível de pessoas presentes.
Informamos também que a primeira jornada, em São Paulo, foi filmada e também estará disponível no site, depois de que conclua sua gravação em DVD, nas próximas semanas.
Saudações
Diretoria da ABH
Publicado em ABH | Deixar um comentário »
2a. Circular do VII Congresso Brasileiro de Hispanistas, que ocorrerá de 3 a 6 de setembro de 2012 na Universidade Federal da Bahia (UFBA), em Salvador.
Publicado em ABH, Congressos | 2 Comentários »
Publicado em Congressos | Deixar um comentário »
Ensino de espanhol ainda patina no Estado
Fernanda Barbosa
do Agora
Implantado somente no primeiro ano do ensino médio, fora do horário regular de aula, sem professores concursados e sem material adequado, o ensino de espanhol ainda patina no Estado. As aulas de espanhol se tornaram obrigatórias no ensino médio por lei federal, mas as escolas ainda não se adaptaram.
De 3.655 escolas estaduais com ensino médio, apenas 1.195 –ou um terço– contam com o ensino regular da língua, segundo a Secretaria de Estado da Educação. Segundo a pasta, as unidades só não oferecem a disciplina porque não tiveram procura suficiente, já que os alunos não são obrigados a fazer as aulas.
O Agora entrou em contato na semana passada com dez escolas estaduais, duas em cada zona da capital. Somente uma delas, a E.E. Professora Adelaide Ferraz de Oliveira, em Guilhermina (zona leste de SP), contava com aulas do idioma. Na porta da escola, no entanto, alunos da noite afirmaram não ter essa informação.
http://www.agora.uol.com.br/saopaulo/ult10103u956015.shtml
Ensino de espanhol ainda patina no Estado – parte 1
Publicado em Implementação do espanhol, Na mídia | 2 Comentários »
El día 11 FECCOO convocará en Londres la primera huelga en los veinte años de historia del Instituto Cervantes
nuevatribuna.es | Actualizado 05 Junio 2011 – 03:07 h.
Bajo el lema “No queremos ser embajadores de honor de la precariedad” Para expresar el malestar de profesores, desplazados fijos y personal administrativo del centro Cervantes de la capital británica.
La Federación de Enseñanza de Comisiones Obreras (FECCOO) ha convocado para el día 11 la primera huelga que tiene lugar en la historia del Instituto Cervantes, creado hace veinte años por el Gobierno español por la Ley 7/1992, de 21 de marzo. El sindicato se hace así eco del malestar de profesores, desplazados fijos y personal administrativo del centro Cervantes de Londres, que desde hace años vienen demandando una subida salarial.
El Instituto Cervantes ha sido recientemente acreditado como embajador de honor de la Marca España. Mientras tanto, sus trabajadores en el centro de Londres y con el lema “No queremos ser embajadores de honor de la precariedad”, seguirán la jornada de huelga convocada el próximo miércoles por Comisiones Obreras. Paralelamente, en todos los centros de la red del Instituto Cervantes en el exterior, y en su sede central ese mismo día, se realizarán paros simultáneos en apoyo a las demandas del personal del centro de Londres y en protesta por la situación en otros centros Cervantes que comparten este mismo problema de retribuciones.
Hay que destacar que las retribuciones de los docentes del Instituto Cervantes son muy inferiores a las de un funcionario docente destinado en el mismo país. La diferencia es del orden de un tercio. Por ello, y por la carestía de vida de la capital británica, el personal del IC, que ya ha protagonizado sentadas y ha enviado todo tipo de informes económicos a los responsables de Madrid, ha decidido ser el primer grupo de trabajadores del Cervantes en declararse en huelga.
Publicado em Sobre o IC | Deixar um comentário »
1a.jornada do ciclo Hispanismo(s): Limites Incertos.
Publicado em ABH, Debates | 1 Comentário »
Ciclo de jornadas da ABH
Hispanismo(s): Limites Incertos
1ª. Edição – São Paulo
Sábado 11 de junho de 2011
SESC Consolação
9h30 – Credenciamento
10h – Identidades nacionais e contato na América Latina.
Ana Maria Camblong – Universidad Nacional de Misiones – Mestrado em Semiótica Discursiva
Laura J. Hosiasson – Universidade de São Paulo – Departamento de Letras Modernas
Maria Ligia Coelho Prado – Universidade de São Paulo – Departamento de História
Moderador: Adriana Kanzepolsky – Universidade de São Paulo – Departamento de Letras Modernas
14h30 – Violência e testemunho no mundo hispânico
José Arbex Jr. – Pontifícia Universidade Católica de São Paulo – Departamento de Jornalismo
Vera Chalmers – Universidade Estadual de Campinas – Departamento de Teoria Literária
José Carlos Sebe Bom Meyhi – Universidade de São Paulo – Departamento de História
Moderação: Valeria De Marco – Universidade de São Paulo – Departamento de Letras Modernas
17h – Encerramento
Inscrição gratuita.
Enviar e-mail para abhispanistas@gmail.com, com nome e instituição de trabalho ou ensino. Serão emitidos certificados.
SESC Consolação – Rua Dr. Vila Nova, 245 – Sala Omega, 8º andar
O porquê deste ciclo itinerante
Entendemos por “hispanismo” os estudos que podem realizar-se, a partir das disciplinas de Humanidades, em torno dos espaços sociais e culturais em que se fala a língua espanhola. Qualquer tentativa de denominação desses espaços ou coletivos, seja como “universos”, “povos”, “nações”, “formações sociais” ou outras, nos aproxima dos riscos da generalização inadequada ou do negligenciamento de algum tipo de alteridade.
Em todo caso, para o pesquisador, assumir qualquer um desses construtos como escopo de sua indagação parece requerer o simultâneo reconhecimento de sua imprecisão e provisoriedade, como modo de deixar seu afazer o mais longe possível do efeito ideológico das construções identitárias.
As falas que identificamos como “hispânicas” são, desde séculos atrás, um continuum cuja variação não conhece regularidade e resiste tentativas de classificação e ordenação territorial. A própria língua espanhola ou castelhana, como construto glotopolítico, é heterogênea e atravessada por marcas de conflituosos processos na delimitação e preservação de sua identidade. A maior parte de seus falantes vive, com maior ou menor consciência dessa condição, em espaços plurilíngües. Junto com isso,
situações de contato com outras línguas e culturas, conflitos de identificação nacional, traços de projetos colonizadores e marcas de opressão colonial, coletivos imigrantes e emigrados, fazem parte dos espaços sociais onde as produções culturais que denominamos como hispânicas se desenvolvem, atualmente e antes.
O projeto desta série de jornadas é focalizar precisamente lugares onde o identificável como hispânico, para ser abordado, precisa daquilo que não seria identificado como tal. Referimo-nos não apenas aos espaços de contato, hibridação ou fratura, mas também a fenômenos e a gêneros da cultura que se distanciam de identidades linguísticas ou nacionais.
Também pretendemos, com este ciclo, contribuir para descentrar a inserção disciplinaria predominante nos estudos hispânicos. Com efeito, apesar de que os fóruns desses estudos estão abertos a diversas disciplinas, predomina neles, e nosso país não é exceção, a apresentação quase exclusiva de pesquisas no campo das letras. Em uma tentativa de favorecer a integração com outras disciplinas, as mesas redondas das jornadas serão compostas incluindo, em todos os casos, pesquisadores de outras áreas, para o debate conjunto com estudiosos da língua e da literatura. Cremos que essa interação pode ser especialmente proveitosa para os pós-graduandos brasileiros, já que nossos cursos de Letras não incluem, de modo geral, disciplinas sobre estudos
históricos e sociais.
O ciclo terá três jornadas, uma por semestre e em diversos lugares do país, com diferentes convidados. A primeira é a que anunciamos em São Paulo, a segunda será em Niterói (UFF) no dia 15 de outubro de 2011, e estamos considerando duas possíveis cidades para uma terceira, no primeiro semestre de 2012.
Diretoria da ABH
Gestão 2010-2012
Publicado em ABH | 1 Comentário »
Publicado em Implementação do espanhol, Na mídia | Deixar um comentário »