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Archive for the ‘COPESBRA’ Category

São Carlos, 21 de fevereiro de 2011.

 

Ao

Sr. Paulo Cesar Borges

Prefeito do Município da Estância Hidromineral de Águas de São Pedro

 

À

Sra. Dalva Aparecida da Silva

Secretária Municipal de Educação

 

Exmos. Srs.,

A COPESBRA (Comissão Permanente de Acompanhamento da Implantação do Espanhol no Sistema Educativo Brasileiro) – em apoio à carta encaminhada pela Associação de Professores de Espanhol do Estado de São Paulo (APEESP) a essa Prefeitura e a essa Secretaria – se dirige a Vs. Excelências para solicitar a retificação do edital do dia 9 de fevereiro de 2011, no que diz respeito ao concurso público para contratação de professores de espanhol (disponível em http://www.assessorarte.com.br/editais/270-Aguas-SaoPedro-PM-C1/270-Edital-Retificacao-final.pdf).

A constância, num edital de concurso público, da aceitação de um diploma de proficiência de conhecimentos de uma língua estrangeira – tal como é o DELE (Diploma de Español Lengua Extranjera) – como suficiente para exercer o

cargo de professor da rede oficial de ensino se constitui em ato que fere a legislação educacional nacional. Tal como a carta da APEESP sublinha, a legislação brasileira, por meio do Art. 62 da Lei Nº 9394/96 (LDB) estipula que a formação de professores para o ensino básico deve estar a cargo das universidades e institutos superiores de educação.

Neste sentido, apenas para deixar aqui o registro, pois Vs. Excelências possuem certamente essa informação, lembramos que são cinco as universidades públicas deste Estado que possuem o curso de Licenciatura em Letras com

Habilitação em Espanhol – algumas delas, inclusive, com forte presença de alunos das diversas regiões do interior de São Paulo: a Universidade de São Paulo (USP), a Universidade Estadual Paulista (UNESP), a Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) e a Universidade Federal de São Carlos (UFSCar).

 

A retificação do referido edital é, portanto, urgente. Caso contrário, não apenas o concurso poderá ser invalidado como também essa Secretaria e essa Prefeitura poderão ser alvos de denúncia junto ao Ministério Público por descumprirem a legislação federal.

 

Sem mais, despedimo-nos, certos de que Vs. Excelências atuarão em observância ao cumprimento da Lei e retificarão o referido edital.

 

Profa. Dra. Fernanda Castelano Rodrigues (UFSCar)

fecastel@gmail.com

Tel.: (11) 8934.7656 / (16) 3413.1280

 

Profa. Dra. Mônica Mayrink O’Kuinghttons (USP)

momayrink@terra.com.br

 

Profa. Dra. Neide T. Maia González (USP)

nemago@terra.com.br

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Niterói, 31 de janeiro de 2011.

Ao Sr. Jorge Roberto da Silveira, Prefeito de Niterói

Ao Sr. Claudio Mendonça, Presidente da Fundação Municipal de Educação da cidade de Niterói

À Sra. Maria Ines Azevedo de Oliveira, Secretária Municipal de Educação da cidade e Niterói

Estimados Senhores,

Pedimos licença para contar um pouco da história de Niterói e relembrar o compromisso que esta cidade sempre teve com a educação e, particularmente, com o ensino de espanhol.

Os senhores devem saber que Niterói representou e continua representando um papel muito importante no ensino de espanhol como língua estrangeira no Brasil. E esse fato sempre foi orgulho para niteroienses e é referência para a imensa comunidade de professores e pesquisadores dessa língua em nosso país. Aqueles que, algum dia, tenham-se interessado pela presença do espanhol no Brasil terão lido, necessariamente, que Niterói foi a primeira cidade brasileira a oferecer o espanhol como língua estrangeira no ensino fundamental e como única opção para os alunos.

Esse fato, ocorrido na escola que então se chamava Aldeia Cumurim, e cujo diretor era o conhecido e querido professor da Universidade Federal Fluminense (UFF), Dalton Gonçalves,significou, naquele contexto, uma resistência à hegemonia do inglês e uma saudável desobediência à pressão imposta pelo regime ditatorial que dominava nosso país. O professor Dalton Gonçalves e muitos que já trabalhávamos como professores de espanhol desde os anos de 1970 entendíamos como fundamental que se estreitassem as relações com a América Latina, o que nos levou a defender e a lutar pelo ensino de espanhol, essa língua falada pela maioria de nossos vizinhos continentais.

Por essa mesma razão, possivelmente, na cidade de Niterói outras escolas da rede privada mantiveram ou incluíram o espanhol no seu currículo, acreditando que estavam oferecendo a seus alunos o contato com uma língua-cultura que os ajudaria a ver-se e a se reconhecer como latino- americanos. E como professores e pesquisadores de espanhol no Brasil, mas principalmente como brasileiros, essa compreensão nos é gratificante.

Pedimos licença, ainda, para lembrar que a UFF mantém o curso de formação de professores de espanhol desde a sua fundação. E como os senhores saberão, esta Universidade faz parte da história da cidade, e os laços entre ambas sempre foram muito estreitos. Como é sabido, em muitas ocasiões, a Secretaria de Educação e outros órgãos da Prefeitura de Niterói tiveram professores da UFF na sua direção, realizando projetos que fundiam, sabiamente, administração e educação públicas. A Faculdade Fluminense de Filosofia, primeiro, e o Instituto de Letras da UFF em seguida, sempre primaram pela
formação de professores de espanhol, mesmo quando tal disciplina era ação fora do Mercado.

Essa introdução que recupera um pouco de nossa história se faz necessária, estimados senhores, porque muito nos surpreendeu a assinatura de um convênio, realizado entre esta Fundação e o Instituto Cervantes (IC), órgão do governo espanhol que tem interesses diferentes da proposta político- educacional da cidade de Niterói.

Desculpe, mas nos sentimos no dever civil de informar-lhes sobre os interesses do IC,
conhecidos por aqueles que há muito acompanhamos – não sem reagir – as investidas desse organismo vinculado ao governo espanhol e que claramente defende interesses alheios aos nossos, tanto de natureza política quanto de natureza econômica. A instituição, que não funciona de forma gratuita e visa lucros, não tem (e vem sendo questionada por isso em seu próprio país) estatuto de instituição formadora, sendo órgão de difusão da língua e da cultura espanholas mediante a oferta de cursos livres e de atividades culturais. No entanto, vem se imiscuindo sistematicamente e sem pudor em questões de suma importância para a soberania nacional, como a formação de professores e a definição de rumos no campo da educação formal de nossos cidadãos. E, como os senhores saberão, este papel cumpre o MEC e o tem cumprido muito satisfatoriamente.

Em outras cidades brasileiras, o IC se aproximou com as mesmas intenções, mas sempre houve reação das comunidades de professores e pesquisadores de espanhol, que alertaram as autoridades administrativas sobre as reais intenções do órgão espanhol. Em 2009, foi o próprio MEC que assinou uma carta de intenções, dando poderes ao IC para formar professores de espanhol no Brasil. Este fato determinou a criação da Comissão Permanente para a Implantação do Espanhol no Brasil (COPESBRA), reconhecida hoje pelo MEC e responsável por alguns documentos já disponibilizados, e que estão ajudando a entender as investidas do IC.

Sugiro que os funcionários dessa Fundação conheçam as ações da COPESBRA, especialmente a análise da Plataforma Virtual AVE, do Instituto Cervantes, publicada na Revista Linguasagem, da UFSCar e disponível no seguinte endereço: http://www.letras.ufscar.br/linguasagem/edicao15/ave.php

Encerramos esta carta, estimados senhores, esperando que a FME nos devolva a alegria que sentimos ao final de 2010, quando soubemos que um novo concurso para docentes da área foi convocado e, finalmente, a disciplina seria implantada na rede em 2011. Os hispanistas brasileiros, especialmente os fluminenses, estávamos felizes com mais essa conquista.

A devolução de nossa alegria também exige que tenhamos a certeza de que esta administração, assim como a anterior, retomará projetos entre a UFF e a FME na área de educação continuada. Cabe lembrar que, hoje, o MEC tem um programa, o Plano de Formação de Professores da Educação Básica – PARFOR – que prevê a oferta de cursos de formação continuada para os professores licenciados, além da formação inicial para os leigos. Neste exato momento, a UFF, está oferecendo um desses cursos, totalmente gratuito, e coordenado pela Prof. Dra. Luciana Freitas, e cujos professores são do quadro permanente da Universidade, todos com formação na área e com projetos de pesquisas reconhecidos pelos órgãos superiores brasileiros.

E esta não foi a primeira iniciativa, pois em 2006, duas professoras da UFF, também doutoras e com pesquisas na área (Dra. Lívia e Reis e Dra. Marcia Paraquett),  realizaram um curso piloto que tinha como objetivo preparar os primeiros professores que ocupariam as vagas nas escolas municipais de Niterói, pois naquele momento, a FME se preparava para realizar seu primeiro concurso público para espanhol.

Portanto, senhores, temos todos os elementos dos quais necessitamos para nos fazer
independentes de ingerência estrangeira na educação pública brasileira: o MEC, a UFF e, esperamos, a FME. Afinal, os tempos passaram e crescemos como nação independente e soberana.

Despedimo-nos na certeza de que medidas serão tomadas no sentido de se desfazer esse acordo que não traz nenhum benefício para a comunidade de Niterói, colocando-nos a sua disposição através do email de um(a) dos professores que compõem esta Comissão: mparaquett@uol.com.br

Atenciosamente,

Comissão Permanente para a Implantação do Espanhol no Brasil – COPESBRA

Andréa Silva Ponte (UFPB)
Del Carmen Daher (UFF)
Doris Cristina Matos (UFS)
Eliana Sturza (UFSM)
Elena Ortiz (UFG)
Elzimar Goettenauer de M. Costa (UFMG)
Fernanda Castelano Rodrigues (UFSCar)
Flavia da Silva (UFRPE)
Gonzalo Abio (UFAL)
José Pires (APEMG)
Lívia Márcia T. R. Baptista (UFC)
Luciana M. Almeida de Freitas (UFF)
Márcia Paraquett (UFBA)
Marcus Fontana (UFSM)
Mônica F. Mayrink O’Kuinghttons (USP)
Neide Maia González (USP)
Sandro Marcio Drumond Alves (UFS)
Suely Cândida Catharino (AMPLE)
Suzana Mancilla Barreda (UFMS)
Valesca Brasil Irala (UNIPAMPA)

 

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XIV CONGRESSO BRASILEIRO DE PROFESSORES DE ESPANHOL
II SEMINÁRIO NACIONAL DA COPESBRA

19 a 23 de julho de 2011

Segunda circular

Niterói, 5 de dezembro de 2010.

Prezado(a) colega:

O website do XIV Congresso Brasileiro de Professores de Espanhol e II Seminário Nacional da

Copesbra já está disponível no seguinte endereço: http://www.proac.uff.br/cbpe/ . As inscrições iniciam-se

em 1º de janeiro de 2011.

Os eventos acontecerão na Faculdade de Educação e no Instituto de Letras da Universidade

Federal Fluminense (UFF), Campus do Gragoatá, em Niterói, estado do Rio de Janeiro, de 19 a 23 de julho

As áreas temáticas abertas para envio de trabalho são: Ensino de Língua Espanhola e de Literaturas

Hispânicas; Língua Espanhola; Literatura, cultura e história dos países hispânicos. Serão aceitas propostas

nas modalidades de comunicação coordenada, composta por um coordenador e até quatro expositores,

comunicação individual e pôster.

Dentre os convidados com presença confirmada no XIV CBPE estão: Elzimar Costa (UFMG, Brasil),

Inês Signorini (UNICAMP, Brasil), Lívia Reis (UFF, Brasil), Leonor Acuña (UBA, Argentina), Magnólia Brasil

Barbosa do Nascimento (UFF, Brasil), Marcia Paraquett, (UFBA, Brasil), Maria Augusta da Costa Vieira (USP,

Brasil), María Teresa Celada (USP, Brasil), Mario González (USP, Brasil), Neide González (USP, Brasil) e Vera

Lúcia de Albuquerque Sant’Anna (UERJ).

Dúvidas e sugestões a respeito dos eventos podem ser encaminhadas a cbpe2011@gmail.com.

Cordiais saudações,

Comissão Organizadora
XIV Congresso Brasileiro de Professores de Espanhol
II Seminário Nacional da Copesbra

 

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A Revista Linguasagem (UFSCar) publicou a análise do material AVE feita por alguns integrantes da COPESBRA por ocasião do acordo MEC-IC.

Para ler a análise completa clique aqui.

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Prezados colegas,

Enviamos a 1a Circular do XIV Congresso Brasileiro de Professores de Espanhol e
II Seminário Nacional da Copesbra, que acontecerão na UFF, Niterói-RJ, de 19
a 23 de julho 2011.

Atenciosamente,

Comissão Organizadora

Primeira Circular

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O I Seminário Nacional da COPESBRA aconteceu nos dias 3 e 4 de junho de 2010 na Universidade Federal de Sergipe, campus São Cristóvão, tendo sido seguido, nos dias 5 e 6, pelo I Encontro Sergipano de Língua Espanhola e Literaturas Hispânicas.

Membros de 9 dos 14 estados que atualmente estão representados na COPESBRA estiveram presentes ao evento, que contou também com a presença de mais de 400 participantes entre professores e professoras de E/LE e de estudantes de Letras/Espanhol.

Além das cinco mesas redondas que discutiram temas relevantes para o desenvolvimento do trabalho da COPESBRA – com a apresentação de membros da comissão e de autoridades de diferentes instâncias governamentais – , este I Seminário também contou com conferências de abertura e encerramento que trataram das atuais políticas de implantação do espanhol no Brasil.

A programação deste I Seminário Nacional da COPESBRA foi a seguinte:

Conferência inaugural – Prof. Dr. Xoan Lagares (UFF/RJ): O ensino do espanhol no Brasil: glotopolítica e educação linguística

Mesa redonda 1 –  Acordos bi/multilaterais para o ensino de espanhol na escola brasileira

– Profª Drª Eliana Sturza (UFSM/RS); Sra. Telma Teixeira da Silva (OEI) – Moderador: José Pires Cardoso – APEMG/SENACAPE

Mesa redonda 2- Formação inicial e continuada do professor de espanhol para o contexto brasileiro – Profª Drª Luciana M. de Almeida Freitas (UFF/RJ); Profª Drª Flavia C. Ferreira da Silva (UFRPE/PE); Profª Drª Del Carmen Daher (UFF/RJ) e Profª Raquel Elizabete de Souza Santos (CONSED)

Mesa redonda 3Produção de material didático para o ensino do espanhol na escola brasileira –  Profª Drª Livia M. T. R. Baptista (UFC/CE); Profª Drª Elzimar Goettnauer Costa (UFMG/MG); Profª Ms. Andrea Silva Ponte (UFPB/PB) e Prof. Dr. Marcelo Soares Pereira da Silva (DPOFORM-MEC-SEB)

Mesa redonda 4 – Documentos que regem o ensino do espanhol na escola – Legislação e orientações / parâmetros curriculares para o ensino do espanhol na escola brasileira – Profª Drª Neide T. M. González (USP/SP); Profª Drª Fernanda Castelano Rodrigues (UFSCar/SP); Prof. Carlos Artexes Simões (MEC – SEB) e Prof. Geraldo Grossi Júnior (FNCEE)

Mesa redonda 5 – Educação a distância e uso de TICs no ensino de espanhol na escola brasileira –  Profª Drª Valesca Brasil Irala (Unipampa/RS); Prof. Ms. Gonzalo Abio (UFAL/AL) e Profª Drª Luciana M. de Almeida Freitas (UFF/RJ)

Conferência de encerramento – Prof. Dr. Adrián Fanjul (USP/SP): Percursos e encruzilhadas de um grande movimento no mapa do espanhol no Brasil

Foram sentidas algumas ausências, como da Assessoria Internacional e da Secretaria de Ensino à Distância do MEC, que não enviaram seus representantes. Igualmente, a Profa. Nilce Rosa da Costa, que representaria o CONSED (Conselho Nacional de Secretários de Educação) enviou em seu lugar a Profa. Raquel Elizabete de Souza Santos, subsecretária de Desenvolvimento da Educação Básica da Secretaria de Educação de Minas Gerais, que afirmou não ser membro do CONSED.

A participação do público foi ativa e contribuiu para gerar um debate de alto nível cujas questões se materializaram na Plenária realizada no último dia do Seminário. A partir do que foi aí levantado, a COPESBRA direcionará suas próximas ações. Veja a Ata da Plenária do I Seminário Nacional da COPESBRA, publicada a seguir.

Na manhã do dia 5 de junho, realizou-se a primeira assembleia da COPESBRA, na qual, após fazer uma avaliação da caminhada e da luta da comissão desde sua criação, em agosto de 2009, os membros presentes deliberaram pela fundação da “Associação COPESBRA”, ou seja, por sua institucionalização, o que possibilitará a atuação da comissão em diferentes frentes no seu trabalho de acompanhamento da implantação da língua espanhola no sistema educativo brasileiro.

Foram criados seis Grupos de Trabalho (GT’s), nos quais os membros da COPESBRA concentrarão seus esforços nos próximos meses:

GT1 – Institucionalização da COPESBRA

GT2 – Criação e Manutenção do site COPESBRA

GT3 – Acompanhamento dos acordos e convênios internacionais

GT4 – Formação inicial e continuada

GT5 – Materiais didáticos

GT6- Regulamentação e implantação da lei e contratação de professores

Os resultados atingidos nesse I Seminário Nacional da COPESBRA foram excelentes, tanto na qualidade com que os temas foram abordados nas mesas redondas, nas conferências e na plenária quanto no direcionamento que a comissão deverá dar a suas futuras ações.

Mais informações sobre os temas abordados no I Seminário Nacional da COPESBRA podem ser obtidas no blog: http://copesbraseminario.wordpress.com

E já estamos esperando a segunda edição do Seminário, em 2011!

Zé Pires (APEMG/COPESBRA)

Fernanda Castelano Rodrigues (UFSCar/COPESBRA)

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4 de junho de 2010
Universidade Federal de Sergipe (UFS)

Plenária

Início: 17h20 – aproximadamente 50 pessoas + 14 membros da COPESBRA

Elzimar G. Costa (UFMG) – apresenta a proposta da COPESBRA para o encaminhamento da plenária: discussão dos temas de cada mesa

1. Acordos bi-multilaterais

Vera Sant’anna (UERJ) – destaca a importancia da discussão dessa mesa e do Mercosul linguístico – destaca o papel do estado, dos desdobramentos e das formalizações necessárias. Entende que a Copesbra precisa desenvolver uma proposta sobre o que é o Mercocul Linguístico e que tipo de atuação nós teremos a respeito, bem como levantar e o que os estados estão pensando sobre o assunto.

Eliana Sturza (UFSM) – explica a atuação do Mercosul Linguistico, que está no site do MEC, e propõe a procura dos representantes para dialogar; explica que é membro do nucleo disciplinar PELSE da AUGM, que se perguntou, em reunião há 2 semanas, como poderia formalizar ações, encaminhamentos e diálogos com a COPESBRA.

Neide González (USP) – pede esclarecimentos sobre a composição dos núcleos da AUGM.

Eliana Sturza (UFSM) – responde a pergunta da Neide – AUGM: sede na UDELAR (Montevideu, Uruguai).

Fernanda Rodrigues (UFSCar) – sugere que a AUGM firme mais convênios com universidades brasileiras, para que se estenda o programa “Escala Estudantil”; que a OEI estenda seus programas principalmente pelas regiões Norte e Nordeste

Neide (USP) – manifesta preocupação sobre o programa de “assistente de idiomas” que se colocou como proposta no interior da AUGM. Questiona como o “assistente” é preparado para intervir em um projeto educativo que desconhece.

Eliana (UFSM) – esclarece que se trata de uma proposta da U. de la Plata que a AUGM ainda vai estudá-la.

Elzimar (UFMG) – expressa a necessidade de retomar a questão do acordo MEC-IC, responsável inclusive pela constituição da COPESBRA; voltar a conversar com a Assessoria Internacional do MEC e com a Secretaria de Ensino a Distância. Relata as ações da Copesbra sobre o assunto e que a ultima informação obtida é de que os documentos foram reescritos e que estavam no jurídico do IC. O representante do MEC (SEED) não compareceu ao Seminário e não tivemos como discutir isso agora.

Mesa 2 – Formação Inicial e Continuada de Professores

Elzimar Costa (UFMG) – expressa sua preocupação sobre o uso de materiais nos cursos de formação de professores (didáticos), que podem geram “lacunas” na formação inicial dos professores; propõe uma discussão acerca dos materiais-conteúdos trabalhados nos cursos de formação inicial – dá como exemplo a questão das TIC’s; formação de professores autônomo e reflexivo; letramento; competencia pluricultural-intercultural; toca também na necessidade de investir mais na formação continuada, tendo em vista a necessidade de atualização de professores formados há bastante tempo que podem se inserir no ensino de espanhol no novo  contexto de formação continuada a distância-semi-presencial.

Del Carmen Daher (UFF) – afirma que falta uma discussão entre os formadores de professores de como encaminhar nos seus cursos a preparação nos cursos superiores; como nas salas de aula estamos trabalhando Língua 1, 2, 3 e 4 de modo a pensar na formação dos professores; como se elaboram os materiais, como se utilizam esses materiais.

Valesca Irala (Unipampa) – retoma fala de Marcelo Soares que sugeriu nossa incorporação à discussão nos foros de graduação das universidades; discussão sobre as horas de habilitação simples (2.800 horas) ou dupla (3.600 horas); formação de professores de PELSE; proposta de fazer um seminário para a discussão exclusiva dos cursos de Letras, suas diretrizes e normativas.

Del Carmen Daher (UFF) – relata que cada universidade entende a reforma das licenciaturas de sua forma e “se muda para continuar no mesmo”.

Vera Sant’anna (UERJ) – reforça que a COPESBRA pense num seminário para pensar a questão da licenciatura especificamente para ver que perfil de professor se propõe e, se não é compatível, temos que reivindicar junto ao CNE.

Neide González (USP) – relata que na USP houve durante muitos anos uma cisão entre Bacharelado e Licenciatura; a reforma “implementada” ainda não foi efetivada por falta de professsor; expressa preocupação sobre o que cada um de nós interpreta sobre o que é “formar professor”; afirma ver dissociação do que é a aprendizagem da matéria a ser ensinada (ensinar a língua e ensinar a ser professor dessa língua) e a aprendizagem do ser professor; qual é o peso que tem na formação do professor o conhecimento que ele adquire sobre a matéria que vai ensinar?; reforça a necessidade de realização de um seminário para discutir a questão da formação do professor.

Del Carmen – explica que temos que discutir como preparar para as 2 coisas ao mesmo tempo: aprender a língua e aprender a ensinar a língua; afirma a diferença entre bacharelado e licenciatura. Envolver a SESU do MEC.

Livia (UFC) – comenta a existência de um espaço de ensino à distância, que ganha propulsão nos últimos anos e que tende a se consolidar; lembra a importância de se problematizar a dimensão ética do professor (presencial ou semi-presencial); propõe a discussão das diferentes formas de formação do professor na atualidade e as consequencias disso (qula é o perfil do egresso).

Luciana Freitas (UFF) – retoma a questão da contratação de professores não licenciados nos Estados que permitiram ou autorizaram a contratação nos processos de regulamentação; enviar documento aos Estados que fizeram isto.

Fernanda – expressa preocupação sobre o “exame único nacional” para seleção dos professores; também sobre a confecção dos exames pelas SEE’s.

Del Carmen (UFF) – fazer um exame único não garante a qualidade; se dispõe a fazer um acompanhamento da questão junto ao MEC e o programa proposto;

Valesca (UFSM) – Pró-licenciatura; complementação pedagógica ou segunda licenciatura; como vai se dar isso?

Mesa 3 – Produção de Material Didático para a escola brasileira

Prof. William (Sergipe) – expressa que o governo estadual afirmou que faria concurso para efetivo e que fez concurso para temporário; que há gente que desconhece a UFS enquanto formadora de professores de espanhol; pergunta sobre a distribuição dos livros didáticos do PNLD;

Sandro (UFS) – responde sobre a relação da APEESE com a SEE de Sergipe.

Neide (USP) – dá explicações sobre o PNLD e sobre o uso de diferentes materiais didáticos que são utilizados no Brasil.

Fernanda (UFSCar) – encaminhar às SEE’s uma recomendação de adoção do PNLD, ressaltando a garantia de qualidade graças aos sérios critérios de avaliação pelo qual passam os livros.

Luciana (UFF) – cobrar os estados sobre seus critérios de seleção de outros livros, quando não aderem ao PNLD.

Vera (UERJ) – sugere a preparação de um documento para o Consed e ao conselho das SMEs que sejam suficientemente abrangentes para que não se restrinja ao espanhol apenas.

Flavia (UFRPE) – relata que há livros comprados no seu estado que não são bem avaliados pelos professores da rede que o devem utilizar; relata a capacitação de professores de português do seu estado pelo Instituto Cervantes.

Adrián (USP) – dialoga com Flavia sobre essa “formação” dada pelo IC em PE e a aquisição de materiais didáticos pela SEE do PE. Sugere o caminho do Ministério Público.

Neide (USP) – cita o fato de que todas as SEE’s foram informadas do PNLD até mesmo pela realização dos Seminários, já aconteceram 4 edições.

Valesca (Unipampa) – pergunta sobre os seminários do PNLD.

Neide (USP) – responde sobre os seminários do PNLD.

Valesca (Unipampa) – pergunta sobre a participação das universidades nesses seminários.

Neide (USP) – responde, afirmando que pode levar ao MEC essa proposta, mas que nada tem a ver com a organização desses seminários.

Adrián (USP) – comenta que 2 dos autores do livro adotado pelo estado de PE são professores da UFPE, que o material possui erros graves já nas primeiras páginas e pergunta-se sobre a realização de licitação.

Luciana (UFF) – afirma qualquer gasto público acima de 8 mil reais exige licitação.

Vera (UERJ) – explica que há casos que dispensam licitação

José Pires (APEMG) – comenta que se esse processo fere a legislação, deve-se apelar ao ministério público; sugere que a APEEPE deve agir nesse sentido.

Luciana (UFF) – comenta que a denúncia ao MP é feita, no RJ, pela internet e de maneira anônima.

Mesa 4 – Legislação

Luciana (UFF) – propõe  que se envie um documento às SEE e aos CEE para saber qual é o procedimento-critérios de concurso público para contratação de professores; indagar sobre os critérios – dados.

Cely (IFES) – realata casos de professores que fizeram concurso para espanhol no IFES e tem a maioria de carga de trabalho em língua portuguesa.

Luciana (UFF) – dialoga com Cely e esclarece que se o concurso era para Português-Espanhol, não há o que ser feito, mas que se foi apenas para Espanhol, os professores podem negar-se a dar aulas de português.

Neide – sugere que se apele ao Ministério Público

Fernanda – recorda que se tem que cobrar do MEC – Artexes o documento orientador sobre a Lei 11.161.

Valesca – pedir esclarecimento sobre “currículos plenos”, se é legal oferecer o espanhol apenas em 1 ano e sugere encaminhamento de pergunta ao CNE

Marcia – solicitar urgentemente a regulamentação daqueles estados que não o fizeram

Tânia (Bahia) – comenta que a APEEBA pretende começar um diálogo com o Conselho do seu estado; pergunta se a COPESBRA tem um documento orientador.

Elzimar (UFMG) – explica que a COPESBRA contribuiu com a SEB-MEC com um documento que está em preparação ainda e não foi divulgado.

Mesa 5 – Educação à distância e TIC’s

Valesca (Unipampa) – solicita um retorno sobre o curso piloto realizado pelo MEC-IC em 2009.

Gonzalo (UFAL) – relata a avaliação que os professores que participaram do piloto fizeram no encontro do Rio de Janeiro em 2009; explica que a COPESBRA fez um relatório com essa avaliação e o encaminhou à SEB, que o encaminhou à AI, mas não há uma resposta sobre a repercussão dessa avaliação.

Livia (UFC) – pergunta sobre a possibilidade de que se produzisse materiais virtuais para o MEC; reforça a necessidade de usar o aparato institucional das universidades, especialmente via UAB, para ocupar esse espaço e produzir materiais.

Elzimar (UFMG) – esclareceu que em reuniões com o MEC, Demerval Bruzzi afirmou ter interesse em projetos desse tipo, mas que a COPESBRA não pode assumir essa reponsabilidade, apesar de o MEC afirmar ter verba para esses projetos.

Livia – reforça a necessidade de se ocupar esse espaço.

Luciana  – esclarece que qualquer professor pode criar materiais para o portal do professor do MEC.

Gonzalo (UFAL) – sugere que todos contribuamos com a divulgação do portal e que ele pessoalmente apresentou propostas que já foram incorporadas ao portal (links especializados que foram disponibilizados rapidamente); sugere que se deve oferecer cursos técnicos sobre como usar as TIC’s, como blogs, etc.

Valesca (Unipampa) – comenta sobre o RIVED; propõe alguma pressão no sentido que incluir a área de língua estrangeira nessa metodologia. Cabe indagar a SEED sobre isso.

Elzimar (UFMG) – ressalta as limitações que nós temos na COPESBRA e sugere que muitas das discussões sejam realizadas à distância; sugere que a COPESBRA crie um site e se disponibilizem certas experiências.

Neide (USP) – comenta que a responsabilidade sobre o tema no qual a COPESBRA atua deve ser também da sociedade civil como um todo, apesar de representá-la.

Gonzalo (UFAL) – comenta que a modalidade à distância deva ser utilizada; também que o MEC tem muito a oferecer; explica que apenas no terceiro projeto de Objetos de Aprendizagem entrou a LPortuguesa e que espanhol não precisavam; explica que as experiências podem ser disponibilizadas no portal do professor.

Marcia – reforça a necessidade de criação de um objeto virtual das pesquisas sobre o hispanismo no Brasil; toca na questão da pessoa jurídica da COPESBRA.

Fernanda – lembra que a COPESBRA tem como função básica a interpelação das instâncias governamentais e jurídicas e que algumas propostas citadas devem passar à universidade e às APEs.

José Pires (APEMG) – lembra que a COPESBRA deve cobrar a participação das associações de professores

Beth (Bahia) – fala da criação da COPESBA na Bahia, após a criação da COPESBRA, pela APEEBA.

Elzimar – faz o encerramento da Plenária.

Sandro (UFS) – faz o encerramento do I Seminário da COPESBRA.

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