Feeds:
Posts
Comentários

Archive for the ‘Artigos’ Category

Estimados colegas y amigos:
Les escribo para anunciarles la publicación del “Manual de escritura para carreras de humanidades”, editado por la Universidad de Buenos Aires.
El “Manual” puede descargarse gratuita y legalmente en https://discurso.files.wordpress.com/2014/12/manual.pdf  o adquirirse en versión papel personalmente en la Facultad de Filosofía y Letras (UBA) o por mail a publicavent@filo.uba.ar. Les estaremos agradecidos si pueden darle la máxima divulgación posible entre lectores interesados.
El libro fue elaborado por un equipo de 16 expertos en didáctica de la escritura académica y tutores de escritura en las disciplinas luego de una investigación-acción de tres años financiada por el Ministerio de Educación de la Nación. Cuenta con prólogos de Charles Bazerman y Liliana Cubo de Severino. Se organiza a partir de los géneros discursivos de formación, disciplinarmente situados, que los estudiantes de grado deben efectivamente elaborar en carreras de grado de humanidades.
¿Cuáles son las secciones de una monografía? ¿Es distinto leer en historia y en filosofía? ¿Cómo se prepara un examen final oral? ¿En qué se parece una reseña estudiantil a una experta? ¿Cuál es la diferencia entre describir, comparar y justificar? ¿Cómo se discute con las fuentes? ¿Qué enseñan, solicitan y corrigen los docentes? ¿Cómo se planifica la respuesta a un parcial?
Estas son algunas de las preguntas que el “Manual” intenta abordar. Para ello, brinda definiciones, testimonios, ejercicios, instructivos, ejemplares y bibliografía actualizada. No solo se enseña cómo se comunica en la universidad, sino que se proporcionan herramientas para identificar, negociar y adecuarse a las prácticas letradas de cada situación, cada género, cada materia y cada disciplina de humanidades. También se busca, en sentido más amplio, hacer aportes al desarrollo de la didáctica de la escritura en educación superior.
La utilización de materiales y testimonios auténticos, recolectados durante la investigación y probados en talleres de escritura, garantiza un vínculo fluido entre el “Manual” y las prácticas efectivas que busca enseñar. Está destinado a docentes de escritura, docentes de las asignaturas, estudiantes de grado, formadores docentes, y escritores que quieran mejorar sus competencias letradas.
Esperando que resulte de interés y provecho, los saludo cordialmente,
Dr. Federico Navarro
Universidad de Buenos Aires – Universidad Nacional de General Sarmiento – CONICET
Anúncios

Read Full Post »

CELADA, María Teresa; FANJUL, Adrián; NOTHSTEIN, Susana (coord.): Lenguas en un espacio de integración. Acontecimientos, acciones, representaciones,  Buenos Aires, Biblos, 2010.

De próxima aparición, este libro es el resultado de un intercambio académico mantenido durante los últimos años entre programas de posgrado de tres universidades: Unicamp, UBA y USP y, más directamente, del trabajo desarrollado en el Proyecto “Planeamiento del lenguaje en el MERCOSUR: estudio glotopolítico y propuestas para la enseñanza media”, coordinado por Elvira Arnoux, y subsidiado por la “Agencia Nacional de Promoción Científica y Tecnológica” (ANPCyT – Argentina).

Por ese motivo cuenta con capítulos de varios autores –todos investigadores y alumnos de los programas referidos–, docentes de diversas instituciones de Brasil y Argentina.

Anticipo: vista sesgada de la presentación y el índice

Este libro reúne trabajos escritos en español y en portugués sobre cuestiones relevantes para la reflexión sobre el español, el portugués  y el guaraní, en el espacio de integración regional del Cono Sur. Se identifican y analizan acontecimientos, acciones y políticas vinculadas a estas lenguas y se estudian, también, diversas representaciones en torno a ellas desde varias perspectivas teóricas y contextuales.

La obra es fruto de un intercambio académico intenso entre investigadores de Brasil y Argentina, promovido por proyectos de investigación comprometidos con las problemáticas de la educación que afectan el espacio habitado por esas lenguas (…).

Maria Teresa Celada, Adrián Pablo Fanjul y Susana Nothstein

Índice

Presentación – Maria Teresa Celada, Adrián Pablo Fanjul y Susana Nothstein.

1. Elvira Narvaja de Arnoux (UBA)

Representaciones sociolingüísticas y construcción de identidades colectivas en el MERCOSUR.

2. Maria Teresa Celada (USP)

Memoria discursiva e imágenes de lenguas – Sobre el español en Brasil y apuntes sobre el portugués en la Argentina.

3. Greice de N. e Sousa (IFSP)

Língua Espanhola: “língua de cultura”, mas qual não é? O aprendiz brasileiro entre as línguas: espanhol e inglês.

4. Hélade Scutti Santos (University of Illinois at Urbana-Champaign)

Las representaciones sobre el español y el portugués brasileño en el proceso de aprendizaje de la lengua extranjera.

5. Marcos Maurício Alves da Silva (ESPM)

O espaço do aprendiz no contato com a língua espanhola: um espaço ficcional.

6. Leandro Alves Diniz  (PPG IEL/Unicamp)

Representações da língua portuguesa em livros didáticos brasileiros de ensino de português como língua estrangeira.

7. Susana Nothstein (UBA, UNGS) – Marco Rodríguez (UBA, IESLV “Juan Ramón Fernández”) –  Elena Valente (UBA, UNGS)

¿Qué significa enseñar una lengua extranjera para la integración regional? Representaciones del portugués en el material didáctico de la escuela media argentina.

8. Fernanda Castelano Rodrigues (UFSCar )

De “comunidade ibero-americana” a “países nossos vizinhos”: a designação de territórios objeto de integração em um projeto de lei de 1993.

9. Adrián Pablo Fanjul (USP)

São Paulo: o pior de todos. Quem ganha e o que se perde com a (não) introdução do espanhol na escola pública paulista.

10. Mateo Niro (UBA)

El guaraní como lengua oficial: entre el nacionalismo y la integración regional.


http://www.salvador.edu.ar/sitio/signosele/resena.asp?id=10#comen

 

Read Full Post »

Serra e seu colonialismo linguístico

Odair Rodrigues 

A lei federal 11.161/2005 prevê que a língua espanhola seja oferecida como parte do currículo do ensino médio a partir de 2011. A entrada do espanhol nas escolas brasileiras tem motivos culturais, históricos, geopolíticos e econômicos, uma vez que a maioria dos países da américa, particularmente os do mercosul, são de origem hispânica ou possuem um número considerável de hispânicos em seu território, caso dos EUA.

Segundo reportagem da Revista da Educação http://revistaeducacao.uol.com.br/textos.asp?codigo=12782 Rio Grande do Norte, Paraíba, Rio Grande do Sul, Paraná e Pernambuco, entre outros, já têm programa que visam preparar suas respectivas redes de ensino para a inclusão da língua espanhola na estrutura curricular.
O Estado do Paraná ainda oferece alemão, francês, italiano, japonês, ucraniano nos Centros de Língua Estrangeira Modernas – CELEM, de acordo com o interesse das comunidades. Há uma política de ampliação de ampliação dos CELEMs para permitir o acesso da comunidade ao ensino de língua estrangeira.

O governador José Serra, possível candidato à presidência da República pela aliança demo-tucana, é contra o pluralismo linguístico e prefere privilegiar, na rede estadual de ensino, apenas a língua inglesa. O decreto nº 54.758/09, publicado no Diário Oficial do Estado de 11 de setembro de 2009, afirma que que as línguas estrangeiras podem ser cursadas nos Centros de Estudos de Línguas, que também funcionam nas escolas públicas do Estado, porém não há acesso à comunidade, além de possuir apenas 77 escolas que disponibilizam o serviço para São Paulo.

Gustavo Leme Cezário Garcia presidente da Associação de Professores de Espanhol do Estado de São Paulo (APEESP), em artigo um artigo de novembro de 2009, afirma que “Agora, que a obrigatoriedade da oferta escolar da língua é iminente, José Serra apresenta um decreto que, ao invés de apontar para a qualidade na educação, aponta para sua precarização, através da terceirização das aulas e dos professores.”

Nem colonialismo, nem xenofobia

Serra opta claramente por uma política de colonialismo linguístico ao decidir que apenas a língua inglesa faça parte do currículo escolar do Estado paulista. O inglês deve continuar sendo ofertado, mas não com a exclusividade imposta pela política do “yes, my master” que o demo-tucanato e a ex-grande imprensa quer para o país. O edital do recente concurso para cerca de 10.000 professores da rede estadual paulista não prevê vagas para professores de espanhol, francês, japonês, etc, há vagas apenas a língua inglesa.

O pluralismo linguístico no ensino público é estratégico para qualquer país que deseja relações multilaterais no quadro internacional, sem depender de uma única fonte econômica, política e cultural para mediar suas relações.
A capacidade de compreender outros contextos culturais nos auxiliará a ver, por exemplo, como os frias, mesquitas, marinhos civitas e seus repetidores tratam preconceituosamente os povos de origem hispânica em suas mercadorias jornalísticas.
Além disso, com uma política que incentive o ensino diversificado de línguas estrangeiras na rede pública de educação, o povo brasileiro terá apossibilidade um contato maior com as realidades de outros povos, sem a mediação distorcida de uma elite anglocolonizada.

Espanhol, uma língua estratégica
A língua espanhola assume para nós brasileiros uma importância fundamental, ao contrário do divulgado pelos meios de comunicação privados que ou ridicularizam, ou a colocam como coisa de subdesenvovido.
Divergindo da elite “mieame-vice” da corte demo-tucana, estão os próprios estadunidenses : nenhum candidato à presidência dos EUA deixa de fazer campanha nas comunidades hispânicas e montam assessorias, falantes de espanhol, para conquistar um grande número eleitores. Isso não elimina o racismo da elite estadunidense, mas de qualquer forma há o reconhecimento da diversidade linguística em seu país e usam esse fator na política externa.

Para o Brasil, além da vantagem política e econômica, a língua espanhola será porta de acesso para outras muitas línguas faladas na américa hispânica, para as experiências sociais e históricas de nossos vizinhos, para a ciência e sabedoria desses povos.

A página da Associação de Professores de Espanhol do Estado de São Paulo – APEESP -http://www.apeesp.com.br/ – tem mais detalhes sobre o menosprezo do governo paulista em relação à lei que prevê a língua espanhola no currículo do ensino médio.

Esse menosprezopelo pelo ensino plural de línguas estrangeiras já sugere qual será a postura diplomática que Serra vai assumir caso seja presidente do Brasil; descalço e de joelhos, como fez a diplomacia festiva de FHC diante das gestões de Clinton e Bush Junior.

Por fim, o que é pouco falado, a ampliação do ensino de línguas estrangeiras na educação pública possibilita uma divulgação maior da língua portuguesa no exterior, como já vem acontecendo nos países do mercosul, afirmando assim uma política de mútuo respeito e soberania linguística, objetivo muito distante do que acena a administração demo-tucana de São Paulo.

http://www.vermelho.org.br/coluna.php?id_coluna_texto=2937&id_coluna=68

Read Full Post »

Recentemente, no dia 8 de fevereiro, um conhecido telejornal difundiu uma reportagem sobre a introdução da língua espanhola no ensino médio, informando a situação em vários estados. Na sua brevíssima duração, a descrição de São Paulo consistiu em afirmar que é o que apresenta “a pior situação”, já que não há no estado nenhum professor concursado para a disciplina. O dado, infelizmente verdadeiro, merece, no entanto, um esclarecimento: é o estado onde mais profissionais formados existem, e nunca o governo convocou concurso específico.

Só existe a língua como extracurricular nos Centros de Línguas do Estado. E a seleção que os professores passam para exercer neles não os transforma em efetivos, e nem sequer prioriza sua formação específica. O relato de uma professora na lista de discussão eledobrasil  sobre a recente atribuição de aulas para os CELs é contundente:

Tinha 7 turmas de espanhol, a primeira professora a ser chamada simplesmente escolheu 4 turmas, com aulas de manha e tarde de segunda a quinta, a segunda professora pegou o restante. Até aí fica compreensível, poucas aulas e muitos candidatos… o que revoltou é que essas professoras são de português! Nunca lecionaram espanhol! A terceira, a quarta e a quinta colocadas possuem vários anos de docência em espanhol em escolas privadas e ficaram sem aulas porque as duas primeiras tinham mais anos de docência em português no estado. Protestamos contra os critérios de seleção e ouvimos o absurdo:- ‘quem ensina português pode ensinar espanhol’ […] Quem perde com isso são os alunos e nós que investimos numa carreira e somos tratados como lixo!

Por que acontece isso tudo? Cremos que é resultado de que os governos de São Paulo nas últimas décadas, no seu planejamento para a educação pública, concebem o inglês como única língua a ser estudada pelos alunos.

Na contramão do que acontece no resto do país, onde a língua espanhola está sendo implantada, ou, em alguns casos, já era parte do ensino médio antes da nova Lei, o Secretário da Educação de São Paulo, ex ministro do governo FHC,  aprovou em novembro de 2008 a Resolução SE 76, que estabelece o inglês como única língua curricular obrigatória no estado todo, contrariando a Lei de Diretrizes e Bases da educação nacional, que determina que cada comunidade escolar deve escolher a língua obrigatória. Veja-se um outro dado: as universidades do estado de São Paulo são praticamente as únicas no país que têm o inglês como única opção no vestibular.

Detido no tempo, em sabe-se lá que parte do século XX, o governo de São Paulo parece imaginar um mundo subordinado a uma única hegemonia, que fala inglês. Parece desconhecer a diversificação identitária que caracteriza o atual mercado de bens culturais, e sobretudo, ignorar as transformações geopolíticas que colocaram o Brasil em potencial liderança na América do Sul, região que já não é um “pátio traseiro” dos EU. Na visão ultrapassada do setor governante, a única língua que poderia abrir caminhos para um jovem brasileiro é o inglês.

Ora, será que ignoram que os acordos atingidos no MERCOSUL já permitem a qualquer brasileiro que termine o segundo grau cursar estudos superiores nos países vizinhos sem precisar fazer equivalências de disciplinas? É considerado o enriquecimento que pode significar para um brasileiro o estudo nas melhores universidades desses países, que além de serem prestigiosíssimas são gratuitas? E a legislação vigente desde 2004, que permite o estabelecimento em qualquer desses países sem visto prévio, permitindo inclusive trabalho remunerado apenas mostrando estar livre de antecedentes criminais? Acaso o conhecimento da língua espanhola não favorece o aproveitamento dessas oportunidades? Há algum país de língua inglesa que ofereça essas possibilidades aos brasileiros, especificamente àqueles que freqüentam a educação pública?

Agora, quando tardiamente e como resultado de pressões o governo finalmente decide a inclusão do espanhol na grade curricular, dá esse passo tentando que ele seja o mais curto possível. Só o inclui no primeiro ano, e, valendo-se do caráter facultativo da matrícula para o aluno, anuncia que realizará um “levantamento” por meio das diretorias de ensino para verificar qual é o interesse existente nos alunos em relação com a língua e, em função disso, quantas turmas procurará abrir.

Considerando os antecedentes mencionados, temos motivos para temer que o levantamento seja feito de modo que dê um resultado negativo. A APEESP propõe que o levantamento seja precedido por uma intensa divulgação, nas escolas e para os pais,das muitas vantagens práticas e concretas que aprender espanhol tem hoje para um jovem brasileiro, tanto em relação à sua inserção no mercado de trabalho quanto ao ganho de capital cultural. Pensamos que os setores interessados da comunidade devem ser convocados a participar do planejamento desse levantamento e da forte campanha informativa que deveria precedê-lo.

Nossa associação está em contato com a CENP (Coordenadoria de Estudos Pedagógicos) da SEE (Secretaria Estadual de Educação), à qual já encaminhamos essa proposta. Chamamos à APEOESP, às associações de pais, à UBES, e aos professores e alunos de graduação em espanhol das universidades que atuam no estado a se unirem a essa exigência, para começarmos a garantir que a educação pública em São Paulo deixe de ser uma ilha monolíngue.

Diretoria da APEESP

Gustavo Leme Cezário Garcia – presidente
Adrián Fanjul – vice-presidente

http://www.apeesp.com.br

Read Full Post »

Marcia Paraquett
UFBA/Salvador-BA/Brasil
Resumen: El objetivo del trabajo es realizar una serie de consideraciones críticas en torno al rol de la lingüística Aplicada en el contexto de la enseñanza del español como lengua extranjera en Brasil. En estas páginas se realiza una presentación del tema de la integración americana desde el punto de vista social y cultural. Se relaciona posteriormente este tema con las necesidades específicas del alumnado brasileño y con el rol del español en el contexto educativo de ese país.
Introducción
La propuesta del artículo es presentar un nuevo discurso de la Lingüística
Aplicada (LA) a la enseñanza del español en el contexto brasileño, discutiéndolo desde una perspectiva social y comprendiéndolo como herramienta para la inclusión social y la interacción cultural en América Latina. Para una mejor organización de las ideas, lo dividiré en tres partes: en la primera, me referiré a la LA en Brasil, recurriendo a autores como Freire (2001), Santos (2007), Almeida Filho (2001), Moita Lopes
(2006), Mota (2004), Mendes (2007) y Paraquett (2007); en la segunda, a América Latina como espacio contemporáneo e intercultural, apoyándome en autores como Ribeiro (2001), Sarlo (2004), Pizarro (2006) y Galeano (2006); y, en la tercera, asociaré esos discursos a otros que confirman la (des)integración continental. Todo ello me ayudará a producir mi propio discurso y justificará la urgencia de acciones que promuevan una enseñanza/aprendizaje de español a brasileños que esté de acuerdo con las necesidades y particularidades de nuestro contexto.

Read Full Post »

Márcia Paraquett
RESUMO
O texto trabalha com três questões: o lugar que ocupamos professores e pesquisadores de E/LE na área dos estudos de linguagem no Brasil; os documentos oficiais brasileiros no que se referem ao ensino/aprendizagem
de línguas estrangeiras; e algumas estratégias que contribuam para o fomento da educação continuada, para a autonomia das associações e para a melhoria dos cursos de formação de professores de espanhol.

Read Full Post »

A importância do ensino da língua espanhola para nossos jovens

Maria Izabel Azevedo Noronha
Presidenta da APEOESP
Membro do Conselho Nacional de Educação

Lamentável a decisão do Governo do Estado de São Paulo de não oferecer neste primeiro semestre a língua espanhola como disciplina obrigatória no ensino médio nas escolas estaduais, como prevê a lei 11.161/05, a qual estabelece que, em 2010, a língua espanhola deve ser de oferta obrigatória no ensino médio em todo o país. Na verdade, o governo estadual não tomou nenhuma medida nos cinco anos de vigência da lei.
Tal decisão ignora por completo a importância da língua espanhola no atual contexto do Brasil no cenário latino americano e mundial. Hoje, o oferecimento da língua espanhola na formação de nossos jovens vai muito além do seu eventual desejo de dominar esta língua, mas é um instrumento que poderá permitir a abertura de novas perspectivas profissionais para milhares de estudantes da rede estadual de ensino.
Apenas para citar alguns exemplos, é preciso lembrar que o Brasil retomou e intensificou relações com dezenas de países de língua da espanhola na América Latina; que o MERCOSUL se consolidou e vem se ampliando; que teremos, nos próximos anos, no Brasil, dois eventos de grande magnitude: a Copa do Mundo de Futebol, em 2014, e as Olimpíadas, em 2016. A demanda, portanto, por tradutores/intérpretes de língua espanhola tende a se ampliar, e muito.
Além destes exemplos, há que se perceber que está ocorrendo uma profunda alteração na inserção brasileira no contexto internacional, o que torna o ensino da língua espanhola nas escolas públicas não um elemento isolado, mas parte integrante de um projeto de nação. Se, antes, apenas um bloco de nações ricas (o chamado G8) determinava os rumos da política e da economia em todo o planeta, o Brasil teve um papel preponderante na criação de um novo bloco de nações, o G20, que tem grande influência nas decisões mundiais (sobretudo após a eclosão da crise financeira internacional) e deve crescer ainda mais no próximo período.
O governo de São Paulo comete grave erro ao adiar a implementação da lei 11.161/05. Mais uma vez, “empurra com a barriga” uma decisão importante e não se coloca à altura da responsabilidade de comandar o maior estado da federação, que deveria dar o exemplo em questão como esta. Não procede a alegação de que não há professores em número suficiente. É preciso abrir a demanda para que os professores se apresentem e para que se possam formar novos professores, de forma a suprir as necessidades da rede estadual.
O que ocorre é que o Governo do Estado de São Paulo adota neste caso a mesma postura que teve em relação a outras leis federais, como no caso do ensino fundamental de nove anos. Adotado pelo governo federal como um grande avanço em termos educacionais e de inclusão social, pois permite a inserção antecipada no sistema escolar de milhões de crianças que não têm acesso ao ensino infantil, o ensino fundamental de nove anos foi negligenciado pelo governo paulista e implementado apenas no seu prazo limite. Isto representou um atraso  para as crianças paulistas e um desrespeito a um direito assegurado em lei.
A política curricular da Secretaria de Estado da Educação, como já denunciamos em muitas oportunidades, está muito longe de atender às necessidades e interesses de nossas crianças e jovens. No momento em que uma medida federal altera o currículo do ensino médio, oferece uma nova perspectiva para estes jovens, o governo de São Paulo cria obstáculos para que isto se torne realidade. Com que direito o faz? Com que objetivo?
Na realidade, a língua espanhola, na prática, já é uma língua internacional. Somente a miopia de um governo preocupado com constantes disputas político-eleitorais não lhe permite ver esta realidade.
A APEOESP (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial de São Paulo) luta pela imediata implementação do ensino de língua espanhola na rede estadual de ensino de São Paulo e vai trabalhar para articular todos os setores para exigir o cumprimento deste direito social, reivindicando e forçando o cumprimento da lei 11.161/05, já!

Read Full Post »

Older Posts »